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quinta-feira, 21 de maio de 2015
UNICAMP | Estudo identifica enzimas em rejeitos de mineração no Pará

UNICAMP | Estudo identifica enzimas em rejeitos de mineração no Pará

Estudo conduzido no Instituto de Química (IQ) da Unicamp pela pesquisadora Bruna Zucoloto da Costa promoveu o isolamento, identificação e triagem enzimática de 189 bactérias presentes em rejeitos de mineração de cobre na mina de Canaã dos Carajás, no Estado do Pará. A partir da triagem destas bactérias será possível determinar eventuais aplicações biotecnológicas, como a produção de fármacos, agroquímicos e outros compostos industriais.

Outro interesse biotecnológico é a obtenção de metais como cobre, urânio, ouro e níquel a partir das ações destes microrganismos. Além das possíveis aplicações biotecnológicas, o estudo possibilitará um monitoramento em longo prazo da atividade microbiológica neste ambiente, que pode se tornar, ao longo do tempo, extremamente ácido e nocivo.

A pesquisa, realizada como parte da tese de doutorado de Bruna da Costa, contou com a parceria da mineradora Vale S.A e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Trata-se de um Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), cujo objetivo é intensificar o relacionamento entre universidades e empresas, por meio de projetos cooperativos e cofinanciados. A pesquisa foi orientada pela professora Anita Jocelyne Marsaioli, que atua no Departamento de Química Orgânica do IQ.

Bruna da Costa explica que a busca por microrganismos capazes de sobreviver a condições inóspitas, com elevada acidez, por exemplo, é importante para aplicações biotecnológicas. De acordo com ela, microrganismos presentes nestes meios possuem condições de resistência necessárias a muitas reações químicas.

“A aplicação de um microrganismo em laboratório evolve, por exemplo, condições específicas, seja em meios mais ácidos, mais básicos ou mesmo na presença substratos tóxicos. Portanto, uma bactéria isolada de um ambiente mais inóspito sobrevive melhor àquelas condições, ela é mais resistente. E existe, dessa forma, uma chance maior de haver uma aplicação biotecnológica com sucesso para este microrganismo. Isso foi um dos motivos de explorarmos os rejeitos de mineração”, justifica a estudiosa da Unicamp.

“Outro fator é que os rejeitos de mineração de cobre são ricos em metais e grande parte das enzimas são dependentes de metais, principalmente, aquelas que catalisam reações de oxidação”, complementa Bruna da Costa, que é graduada em química pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Em seu mestrado, defendido em 2011 no IQ, ela analisou a versatilidade enzimática com vistas a aplicações em processos biotecnológicos. Seus estudos prosseguem com pós-doutorado na área.

BIOCATALISADORES
A pesquisadora esclarece que enzimas são biomoléculas do grupo das proteínas. Sua principal função é servir como catalisadoras de reações químicas. Os catalisadores, por sua vez, aceleram a velocidade de uma reação química sem serem consumidos durante o processo. Neste sentido, os biocatalisadores - enzimas obtidas por meios biológicos - se destacam como alternativa viável para a substituição gradual de processos químicos tradicionais por processos químicos ‘verdes’.

REAÇÕES DE INTERESSE
A química acrescenta que o seu estudo ocupou-se de três reações enzimáticas: hidrólise de epóxidos, hidrólise de ésteres; e oxidação de cetonas e sulfetos. Estas reações são importantes para a produção de muitos compostos de interesse farmacológico e industrial. Ela afirma que diversos microrganismos, dentre os 189 triados, catalisam reações interessantes, tanto de oxidação, hidrólise de ésteres, como de hidrólise de epóxidos.

COLETA
A coleta das amostras foi realizada em fevereiro de 2012 pela professora Anita Marsaioli na Mina do Sossego, no município de Canaã dos Carajás, no Pará. Foram colhidos dois diferentes rejeitos aquosos, um recém-saído do processo de flotação, e outro com lodo acumulado na margem da lagoa de sedimentação, onde os rejeitos aquosos do processo de flotação são desaguados. Também foi coletada uma amostra de minério moído não concentrado. Os rejeitos aquosos gerados no processo de flotação da mina seguem, por gravidade, para uma barragem com aproximadamente cinco mil metros de extensão.

(Jornal da Unicamp/Edição Nº 625)
MINERAÇÃO | Polícia descobriu garimpo ilegal na cidade de Godofredo Viana (MA)

MINERAÇÃO | Polícia descobriu garimpo ilegal na cidade de Godofredo Viana (MA)


A Polícia Civil, com apoio das Delegacias de Santa Luzia do Paruá, Governador Nunes Freire, Cândido Mendes e Carutapera, e da Polícia Militar, realizou, na cidade de Godofredo Viana, a Operação ‘Febre do Ouro’. A ação foi comandada pelo delegado Regional de Zé Doca, Henrique Mesquita.


Segundo o delegado, após várias denúncias anônimas, a polícia tomou conhecimento que na fazenda do prefeito daquela cidade, Marcelo Viana, estariam acontecendo crimes de tráfico de drogas e trabalho escravo.


“Recebemos uma denúncia de tráfico de drogas na fazenda do prefeito e chegando lá nós nos deparamos com drogas, armas, inclusive, o gerente pessoal do gestor foi flagrado com revólver e, ainda, a extração ilegal de ouro”, disse o delegado regional.


O prefeito não estava na propriedade no momento da operação, mas o delegado acredita que, acompanhado de advogado, ele deverá se apresentar nas próximas horas para prestar esclarecimentos. “O que acontece é que ele tinha esse garimpo e não tinha controle das atividades que eram realizadas no local. Ou seja, além do crime ambiental, ele deverá ser chamado para explicar a questão do trabalho infantil e das armas”, ressaltou o delegado Henrique Mesquita.


Os pequenos casebres onde famílias inteiras, incluindo crianças, adolescentes e mulheres, viviam em condições sub-humanas, e que pela denúncia também estavam trabalhando na extração ilegal, foram queimados pelos policiais. Na propriedade, foram apreendidas três máquinas retroescavadeiras avaliadas, cada uma, em R$ 500 mil, utilizadas para cavar os barrancos.


Durante a operação, também, foram apreendidos quatro veículos suspeitos de serem clonados, duas armas de fogo, sendo um revólver calibre 38 e uma espingarda, 20 detectores de metais, avaliados em R$ 15 mil cada, além de aproximadamente 20 pedras de crack.


Num total, 20 pessoas foram conduzidas, mas apenas Antônio Vieira Coelho, 50; Francisco das Chagas de Araújo Sousa, 25; Elisvan Paiva Sousa, 43; Antônio Wilson Albino de Sousa, 49; Lindomar Mendes da Silva, 40; João Nazaré Oliveira, 75; Carmindo Mendonça Carmaco, 50, foram autuados por crime ambiental e associação criminosa.


Alguns dos conduzidos foram autuados por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e receptação de produto de crime. Já Celso César Barbosa, 46, foi liberado após pagar fiança de R$ 9.456,00.

(Jornal Meio Norte)
quarta-feira, 20 de maio de 2015
MATO GROSSO | Votorantim Metais apresenta projeto a vereadores de Aripuanã

MATO GROSSO | Votorantim Metais apresenta projeto a vereadores de Aripuanã


A reunião aconteceu na quinta-feira (14), no auditório da Câmara Municipal de Aripuanã, com a presença de vereadores, do diretor de operações de Zinco (Projeto Aripuanã) Gilmar Caixeta, e da gerente de comunicação Fabíola Batista, onde foi apresentado e discutido o projeto. A audiência pública no município de Aripuanã está prevista para acontecer no próximo mês de julho.

O Projeto Aripuanã representará o início das atividades da Votorantim Metais no Estado do Mato Grosso. Trata-se de um projeto polimetálico de lavra e beneficiamento de zinco, chumbo e cobre, na Serra do Expedito, situada a 25 km a noroeste da cidade de Aripuanã. A estimativa de vida útil mínima é de 15 anos, com capacidade de produção anual de 1,8 milhão de toneladas de minérios.

O Projeto Aripuanã está em fase de licenciamento ambiental. Os estudos de impactos ambientais (EIA) já foram protocolados na Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA), que deverá convocar consulta pública à população. Será o maior projeto de mineração do Mato Grosso e está previsto para entrar em operação em janeiro de 2018. A expectativa é que na fase de construção sejam gerados até 2.000 empregos (pico da obra) e na fase de operação 600 vagas.

Com um investimento estimado em R$ 700 milhões, o Projeto Aripuanã consiste na lavra de dois corpos mineralizados, que chegam a profundidades superiores a 500m, o que possibilita a lavra subterrânea, opção escolhida por gerar menos impactos ambientais.

Meio Ambiente - Todas as operações da Votorantim Metais atendem aos procedimentos e padrões do Sistema de Gestão Ambiental da empresa. Para Aripuanã, por exemplo, estão sendo estudadas alternativas para eliminação de barragem de rejeitos, por meio da disposição a seco de uma parte e preenchimento dos espaços vazios da mina com o restante. O empreendimento prevê, ainda, recirculação de 100% de água no processo.

Desenvolvimento Local - A Votorantim Metais acredita que promover o desenvolvimento local dos municípios onde atua só é possível, por meio de uma ação conjunta entre empresa, poder público e organizações sociais. Para isso, em Aripuanã, a empresa planeja elaborar uma Agenda de Desenvolvimento Local, que contará com o apoio do Instituto Votorantim, agente propulsor das práticas de responsabilidade social do Grupo Votorantim.

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