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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
LIVROS | ABORDAM MINERAÇÃO, ROYALTIES, QUESTÕES INDÍGENAS E FUNDIÁRIAS

LIVROS | ABORDAM MINERAÇÃO, ROYALTIES, QUESTÕES INDÍGENAS E FUNDIÁRIAS


A mineração e alguns dos temas mais discutidos sobre sua expansão no Pará são temas do livro “Direito Minerário e Direito Ambiental: fundamentos e tendências”, organizado pela Desembargadora Federal do TFR da 3ª Região, Consuelo Yoshida. Reunindo textos de diversos advogados, ela e outros autores lançaram a publicação nesta terça-feira (18), na EXPOSIBRAM Amazônia 2014, no Hangar.

“É um livro que traz visões diferenciadas de diversos assuntos relacionados à mineração e meio ambiente. Desde a Constituição de 88 nós fazemos um trabalho para que o setor seja explorado de forma mais sustentável, e esse livro traz uma grande contribuição nesse sentido”, ressalta Yoshida.

A escolha de Belém para o lançamento foi estratégica, na capital do lugar que em breve deve se tornar o maior estado minerador do país, o livro traz assuntos essenciais para que o Pará chegue a essa posição. “Quando falamos de mineração, temos que falar de ocupação de territórios, e isso envolve uma relação com os outros ocupantes dessas áreas. No meu artigo sobre questão fundiária na Amazônia, eu abordo esse assunto, de forma a enxergar como isso pode ser resolvido de forma harmoniosa”, conta o advogado Bruno Kono, assessor jurídico da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM) e também autor do livro.

Alinhado com um dos debates do 4º Congresso de Mineração da Amazônia, o livro traz ainda uma abordagem sobre os territórios indígenas, do advogado maranhense Ricardo Silva Coutinho. “É um tema que precisa ser esclarecido e não visto de forma pontual, rara. Sabemos que esse diálogo com os indígenas existe, principalmente aqui nessa região”, ressalta.

Fernando Facury Scaff, professor de Direito Financeiro da Universidade de São Paulo (USP), advogado e sócio do escritório Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro e Scaff – Advogados lançou também o livro “Royalties do Petróleo, Minério e Energia: aspectos constitucionais, financeiros e tributários”. Os livros acabaram em pouco tempo e depois dos autógrafos. “A receptividade estava além do esperado. O povo da minha terra, o Pará, sempre me recebe de braços abertos e a área da mineração também recebeu o livro com muito entusiasmo”, comemora.

A advogada Alice de Almeida veio de Minas Gerais para a EXPOSIBRAM e saiu do lançamento com duas cópias de cada livro, além dos que adquiriu para si. “São todas encomendas. Admiro muito o trabalho da Consuelo e já tinha lido uma entrevista do Scaff. Ambos são especialistas em direito minerário, área que me interessa desde que comecei a estudar”, explica.Professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Rodolpho Bastos classifica o tema das duas publicações como “excelente”. “É importante discutir sobre royalties e sobre os desafios do setor no nosso estado, sobretudo com o surgimento do novo marco regulatório”, conta.

(Temple Comunicação/ORM News) 
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
EXPOSIBRAM | Exposição Internacional de Mineração da Amazônia 2014

EXPOSIBRAM | Exposição Internacional de Mineração da Amazônia 2014

http://www.exposibramamazonia.org.br

Reconhecida nacionalmente como o maior e mais importante evento da Região Norte voltado para a cadeia produtiva da mineração, a Exposição Internacional de Mineração (Exposibram) será aberta hoje à tarde em Belém e se estenderá até a próxima quinta-feira no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.

O evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e pretende, nesta edição de 2014, apresentar a evolução tecnológica da indústria, em especial as ações que buscam a preservação do meio ambiente, a saúde e a segurança dos trabalhadores.

Paralelamente à Exposibram, será realizado também o 4º Congresso de Mineração da Amazônia, que este ano tem como tema “Mineração consolidando o desenvolvimento nos territórios minerais”.

Para o presidente do Ibram, José Fernando Coura, a realização do evento no Pará tem um simbolismo muito forte. “Para o Ibram, é de grande importância realizar a Exposibram num Estado em que a mineração é o grande vetor de crescimento do comércio exterior”, disse ele.

Acrescentou que, por conta da expansão e instalação de novos projetos minerais no Pará, vai se criar uma demanda de aproximadamente cem mil novos postos de trabalho nos próximos anos.

A Feira contará com um espaço de cerca de quatro mil metros quadrados e a expectativa de público é de doze mil visitantes. O objetivo dos eventos é envolver cada vez mais a população paraense em uma das principais atividades econômicas da região. Dos US$ 15,8 bilhões em exportações totais do Pará em 2013, as indústrias de mineração e transformação mineral responderam por 88%, além de se constituírem como um dos maiores geradores de emprego. Apenas no ano passado, foram gerados 271 mil empregos diretos e indiretos.

A Feira é tida também como uma excelente oportunidade para os fornecedores de produtos e serviços fortalecerem o relacionamento com o mercado da Região Norte, fazerem novos contatos e apresentarem as novidades do setor.

“Queremos receber participantes de todos os Estados do Norte e das demais regiões do país para que conheçam mais profundamente as excelentes perspectivas de negócios que a mineração proporciona”, completou José Fernando Coura.

O diretor de assuntos ambientais do Ibram, Rinaldo Mancin, destaca que a Exposibram Amazônia 2014 é uma ótima oportunidade para prospecção de negócios para fornecedores de equipamentos, desenvolvedores de tecnologias inovadoras e prestadores de serviços diversos para a indústria da mineração.

“Além disso, o Congresso abre espaço para a troca de ideias e experiências entre pesquisadores, acadêmicos, estudantes e as próprias mineradoras”, explica.
(Diário do Pará)
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
MINERAÇÃO | LIVRO ABORDA IMPACTOS DA ATIVIDADE MINERADORA EM 22 ESTADOS BRASILEIROS

MINERAÇÃO | LIVRO ABORDA IMPACTOS DA ATIVIDADE MINERADORA EM 22 ESTADOS BRASILEIROS

O livro Recursos Minerais e Comunidade: impactos humanos, socioambientais e econômicos, editado pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM/MCTI), fruto de três anos de pesquisas, relata o estudo de caso de 105 territórios que sofreram os impactos da atividade mineradora, em 22 estados brasileiros. 
 
Em 380 páginas, recheadas de gráficos e mapas, a pesquisa fez levantamento nas cinco regiões brasileiras, destacando o minério de ferro e o ouro como os minerais que mais contribuíram para os efeitos da mineração sobre o patrimônio natural e a vida das populações, consequência do funcionamento de três mil minas e nove mil mineradoras, além de centenas de garimpos legais e clandestinos. 
 
Minas Gerais, onde se iniciou a mineração no Brasil, foi o estado com mais casos avaliados. O Pará ficou em segundo, considerado hoje a nova fronteira da mineração no país, seguido da Bahia, que está despontando com a atração de novos investimentos.

O objetivo do livro, que será lançado na sede do CETEM, dia 14 de novembro, na sede do CETEM, no Rio de Janeiro, além de mostrar o retrato da realidade da ação do setor mineral, é sensibilizar a população, órgãos públicos e empresariado para a necessidade de adoção de práticas de sustentabilidade. 
 
O setor mineral, que compreende mineração, metalurgia e transformação mineral de não metálicos, emprega cerca de 200 mil trabalhadores, e é responsável por 4% do PIB, com investimentos programados de US$ 75 bilhões entre 2012 a 2016. Clique aqui e acesse a programação do evento.

Livro catalogou 1.500 documentos

O trabalhado desenvolvido pelos pesquisadores do CETEM reúne 1.500 documentos, catalogados a partir de consulta na Internet, bibliotecas e instituições de pesquisa, meios impressos, teses/dissertações, relatórios acadêmicos/técnicos, artigos em periódicos, congressos, notícias e reportagens, ações do Ministério Público ou em processos na Justiça. O estudo estará disponível no Banco de Dados do projeto, no site do CETEM, para livre consulta, a partir do dia 14 de novembro.

Em cada estudo do livro, coordenado pelo pesquisador Francisco Rego Chaves Fernandes, consta a apresentação do caso, a localização geográfica, o mineral extraído, os efeitos ambientais e socioeconômicos que provoca, e as referências bibliográficas. O documento dá a dimensão do passivo ambiental provocado por minas em implantação, em funcionamento, inativas e abandonadas, produto da mineração ininterrupta exercida há mais de 500 anos. Os principais efeitos ambientais constatados pela pesquisa foram: alteração do meio físico, desmatamentos e erosão, contaminação dos corpos hídricos, aumento da dispersão dos metais pesados, mudança na paisagem do solo e comprometimento da flora e fauna.

Quanto aos impactos socioeconômicos, que afetam diretamente a qualidade de vida das populações nas áreas mineradas, as doenças destacam-se como os mais significativos, com 60 casos relatados, o equivalente a mais da metade dos estudos realizados.

Lançamento: 14 de novembro de 2014 – das 9 às 17 horas
Local: sede do CETEM - Av. Pedro Calmon, 900 - Cidade Universitária – Rio de Janeiro – RJ

Os interessados em participar do evento devem confirmar presença pelo e-mail pnucci@cetem.gov.br . 
 
(CETEM)
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