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quinta-feira, 22 de maio de 2014
NOTÍCIAS RÁPIDAS | NOVO CÓDIGO DE MINERAÇÃO - DNPM

NOTÍCIAS RÁPIDAS | NOVO CÓDIGO DE MINERAÇÃO - DNPM


Henrique Alves arquivou representação contra relator do Código de Mineração

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), arquivou representação contra o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), relator do Código Nacional de Mineração. No último dia 6, organizações da sociedade civil protocolaram, na Secretaria-Geral da Câmara dos Deputados, requerimento contra deputado, sob a alegação de quebra de decoro parlamentar por possível conflito de interesse.

As entidades argumentaram que Quintão não poderia ser relator do projeto por ter recebido doações de mineradoras para a campanha. No documento, as entidades alegam que Leonardo Quintão vem defendendo “de forma irredutível” os interesses de grandes mineradoras na relatoria do Código de Mineração.

A defesa do deputado disse que não há irregularidades, uma vez que as doações estão disponíveis na página do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O texto do Código de Mineração reestrutura o setor mineral brasileiro. Um de seus principais pontos dobra os royalties da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), paga à União, aos estados e municípios sobre o minério extraído. Também estão previstas licitações para a exploração das jazidas que hoje têm apenas autorizações.

(Agência Brasil)

Novo Código de Mineração pode facilitar licenciamento da água mineral


“Alguém bebe areia? Alguém bebe brita, cascalho? Água não é minério, é vida, é saúde”. A preocupação de Alzira Maria Fernandes, da associação Amar’Água, é com o novo Código de Mineração, em votação no Congresso Nacional. No projeto, a licença para a exploração da água mineral passa a ser feita por uma autorização de aproveitamento dos recursos, do mesmo modo como acontece, por exemplo, com os minerais usados na construção.

O deputado mineiro Gabriel Guimarães, presidente da Comissão Especial do Novo Código de Mineração, defende que a mudança não deve interferir na regulação dessas áreas. “Se, por um lado, a autorização simplifica a concessão, ela também dá mais autonomia ao poder público sobre ela”, diz. O modelo em vigor é o de concessão de lavra, em que a União concede o direito de exploração total de uma área a um particular, que pode transferi-lo a um terceiro. Já na autorização é possível, por exemplo, cassar o alvará de explotação a qualquer momento sem a necessidade de indenizar a empresa.

“Na minha interpretação, é uma forma de facilitar o licenciamento ambiental. Estão rebaixando o status da água mineral, que passa a ser explorada como a argila ou a areia que é retirada do rio”, contesta o promotor de justiça Bergson Cardoso Guimarães, que é autor do livro Direitos Coletivos Ambientais e a Exploração (in) Sustentável das Águas Minerais (editora Mandamentos, 2009).Ele explica que atualmente é o Estado que faz o licenciamento ambiental dessas áreas para exploração. Com a alteração, isso poderá ser feito pelo próprio município, com o chamado licenciamento facilitado. O regulamento prático das questões colocadas no novo código, entretanto, só será feito após essa votação, também pelo Congresso.

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(Ecossocialismooubarbarie
 
DNPM: Padre Ton pede estrutura para o órgão em Rondônia
 
Contribuindo para a economia do Estado por falta de estrutura material e humana na Superintendência do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A situação, relatada ao deputado federal Padre Ton (PT-RO) pela Associação Profissional dos Geólogos de Rondônia (Aprogero), foi debatida hoje (15) em audiência do parlamentar com o diretor geral substituto do órgão, em Brasília, Victor Hugo Bicca.

O deputado disse que a situação é bastante crítica, havendo o acúmulo de centenas de processos de Requerimentos de Pesquisa Mineral, Relatórios Finais de Pesquisa, Solicitações de Lavra Experimental, Registros de Licenciamento de Prefeituras, Cessões Parciais e Totais de Direitos Minerários,Planos de Aproveitamento Econômico e Requerimentos de Lavra, pendentes de avaliação técnica por falta de pessoal.

Em documento encaminhado pela Aprogero, entregue pelo deputado a Victor Hugo, os geólogos relatam que a falta de pessoal está prejudicando todo o setor mineral de Rondônia e também do Acre – região que também é atendida pela superintendência -, “atingindo pequenos, médios e grandes mineradores” e também o “mercado de trabalho dos profissionais da área, como geólogos e engenheiros de minas, que não conseguem mais dar andamento aos seus trabalhos devido a atual paralisia do DNPM”.

A ausência de instalações adequadas para funcionamento do DNPM, em Porto Velho, foi outra questão abordada. Segundo o superintendente, Deolindo de Carvalho, o prédio, implantando em 1969, recebeu a última reforma em 1985. “Há 29 anos que não se realizam melhorias na estrutura física, que continua precária. É preciso reparo na parte hidráulica e elétrica”, declara no documento da Aprogero.

“A deterioração do prédio é visível. Toda a estrutura é precária, e coloca em risco não apenas os que lá trabalham, mas também os que procuram o atendimento dos serviços prestados”, disse Padre Ton.

Victor Hugo afirmou que a falta de estrutura humana em Rondônia e em outras regiões do Brasil é de conhecimento da direção nacional do DNPM, e que depende do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) a aprovação para a admissão de mais profissionais para o quadro da superintendência. O diretor disse que a grande preocupação com o quadro do DNPM é o fato de que “40% de todo o pessoal existente pode se aposentar a qualquer momento”.

“Acreditamos que com a criação da Agência Nacional de Mineração, prevista no projeto de criação do novo Código de Mineração, essa situação será resolvida. E em relação ao prédio, já existe um plano para execução de oito obras prioritárias, e uma delas é a de Rondônia”, destacou.

O diretor confidenciou que o próprio prédio em Brasília está condenado pelo Corpo de Bombeiros, pedindo apoio do deputado para defender as reivindicações do órgão no Ministério do Planejamento. Padre Ton fez o compromisso de contribuir, levando às demais áreas do governo, a justa reivindicação do DNPM.

(Mara Paraguassu / Rondônia Dinâmica)
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
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POLÍTICA MINERAL | Deputados discordam sobre votação de Código de Mineração

Leonardo QuintãoO relator do novo Código de Mineração (PL 5807/13), deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), busca um acordo com o governo para que o texto seja votado na comissão especial. Mas alguns líderes já defendem que o texto seja levado diretamente ao Plenário.

É o caso do líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), que aponta questões complexas que devem ser discutidas em Plenário. “Há divergências no conceito da economia de mineração, divergências do relator e do próprio governo no processo; e, ao mesmo tempo, uma discussão sobre se nós vamos ou não ter participação especial na mineração à semelhança dos royalties do petróleo. São temas complexos que podem permitir ou não a votação”, afirmou.

O relator da proposta, no entanto, argumenta que já obteve apoio de quase todos os setores, mas que o governo federal resiste em relação a alguns pontos como a ampliação da estrutura da nova Agência Nacional de Mineração. Para o deputado Leonardo Quintão, o governo quer apenas uma “troca de placa” com o fim do Departamento Nacional de Produção Mineral. No entanto, acrescenta ele, o órgão não dá conta hoje de toda a demanda por novos projetos. A arrecadação dos royalties da mineração, segundo Quintão, deve passar dos atuais R$ 2,3 bilhões para cerca de R$ 10 bilhões em 4 anos.
“Eles não têm diárias para fazer as vistorias ou para fazer as fiscalizações. Então hoje o departamento esta na UTI. Nós temos que tirá-lo da UTI e dar estrutura. Porque nós estamos falando de um setor que hoje, junto com a agricultura, é um dos setores mais importantes para a economia brasileira. E o governo precisa entender isso. O Planejamento apenas olha que estamos aumentando o gasto; mas não olha que o setor é de extrema importância para o Brasil”, afirmou.

Outros Pontos


Outro ponto de resistência do governo é a fixação das alíquotas de distribuição dos royalties na lei. O governo quer fazer a distribuição por decreto. Quintão disse que esta garantia é importante e que o texto inova ao destinar 10% dos royalties para os municípios afetados pela mineração.

A comissão especial que analisa o Código de Mineração ouviu, em quarenta audiências públicas, cerca de 300 representantes de empresários, trabalhadores, mineradores e dos governos. Eles sugeriram várias alterações ao texto do governo, que chegou ao Congresso em junho do ano passado.


Empresas e Trabalhadores

O projeto do novo Código de Mineração está entre os assuntos complexos e polêmicos da pauta de prioridades do legislativo para 2014.

Para adequar o atual marco regulatório do setor mineral com quase cinco décadas de vigência, o executivo enviou uma proposta com novos parâmetros para regulamentar a mineração no país.

Em busca de acordo, o relator da comissão especial, deputado Leonardo Quintão, do PMDB mineiro, ouviu, em quarenta audiências públicas, cerca de 300 representantes de empresários, trabalhadores, mineradores e do governo. Eles sugeriram várias alterações ao texto do governo, que chegou ao Congresso, em junho do ano passado.

Apesar dos esforços, o relator não conseguiu construir um texto de consenso e vencer os pontos divergentes como os que dizem respeito à futura agência nacional de mineração, que vai regular o setor, e à contribuição financeira pela exploração mineral, que funciona como os royalties da mineração.

TV CÂMARA  
Para falar sobre as negociações em torno do novo Código de Mineração, o programa "Com a Palavra" ouviu o relator da matéria, deputado Leonardo Quintão.

Ouça a íntegra da entrevista com Quintão na Rádio Câmara.

(Agência Câmara Notícias)
terça-feira, 7 de maio de 2013
MARCO REGULATÓRIO | Indefinição sobre o novo marco regulatório da mineração gera a maior crise do setor mineral brasileiro

MARCO REGULATÓRIO | Indefinição sobre o novo marco regulatório da mineração gera a maior crise do setor mineral brasileiro

Fernando Coura apresentou palestra sobre o tema “Novo Marco Legal da Exploração Mineral no Brasil”. Foto: IBRAM.

O Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura, afirmou que a indefinição sobre o novo marco regulatório da mineração, que se prolonga por quase quatro anos, gera a maior crise do setor mineral brasileiro nos últimos 317 anos, desde que foi encontrado ouro pela primeira vez na cidade de Ouro Preto (MG), considerado o marco zero da mineração nacional.

“O cenário é terrível para a mineração brasileira. A produção mineral foi de US$ 53 bilhões em 2011, reduziu para US$ 51 bilhões em 2012 e não sabemos o que esperar para 2013. Além disso, estudo feito pelo IBRAM mostra que de 1930 a 2012 o Brasil vem perdendo participação na produção mundial de minérios importantes no mercado internacional”, disse.

É o caso do minério de ferro. Sua produção no Brasil representou apenas 12,50% da produção mundial em 2012, ou seja, os mesmos níveis de 1980. No ano 2000 esta participação era de 20%. O minério de ferro responde por 63,3% da produção brasileira de minérios e é carro-chefe do setor em exportação. “O mesmo cenário ocorre com bauxita, ouro, carvão mineral e fosfato, por exemplo”, listou.

Fernando Coura apresentou palestra sobre o tema “Novo Marco Legal da Exploração Mineral no Brasil” em painel do IX Fórum Brasileiro sobre as Agências Reguladoras, realizado em Brasília pelo Instituto Brasileiro de Direito Público. A plateia contou com diversos profissionais do Direito, executivos de mineração e do setor de petróleo e gás, portos e ferrovias, além de autoridades públicas federais.

Judicialização

O dirigente do IBRAM foi enfático ao falar das consequências para o País devido ao longo prazo para que o governo federal submeta sua proposta de criação do novo marco regulatório da mineração ao Congresso Nacional. “Vamos para o quarto ano de indefinição deste marco regulatório e isso gera incertezas, judicializações e inibe ou pune a agregação de valor em território nacional”.

Em função da indefinição do marco regulatório, o IBRAM fez um levantamento de riscos para a atividade em 2013, da menor para a maior probabilidade de acontecerem. “Os itens Competitividade Internacional, Custos de Processos Jurídicos, Remuneração do Capital Investido e Segurança Jurídica são os mais graves para o setor”, revelou.

O Consultor-Geral Jurídico da Vale S.A. e titular do Conselho Diretor do IBRAM, Clóvis Torres Jr., presidiu a mesa de debates do painel. Ele também cobrou urgência na apresentação da proposta governamental do novo marco regulatório ao Congresso Nacional. “É fundamental ter o novo código, qualquer que seja, para que a indústria mineral continue a crescer”, afirmou (leia mais adiante).

Concordância

Segundo Fernando Coura, o setor mineral ainda não conhece a proposta governamental de novo marco regulatório. Porém, algumas propostas já ventiladas encontram concordância no meio empresarial tais como: a mineração deve ser encarada como uma atividade de utilidade pública (como já previsto em lei) e de interesse nacional; deve haver segurança jurídica, a estabilidade e o incremento da eficiência na regulação do setor de mineração; deve-se estimular a atração de investimentos para o setor mineral; implantação de políticas para saúde e segurança da atividade; garantia de investimentos mínimos anuais na pesquisa mineral; regime simplificado para lavra e aproveitamento de substâncias minerais tais como agregados para construção civil, calcários, argilas para cerâmica e outras; cobrança por ocupação ou retenção de áreas; criação do Conselho Nacional de Política Mineral – CNPM; redução na participação do proprietário do solo no resultado da lavra; criação da Agência Nacional de Mineração e do Conselho Nacional de Política Mineral.

Royalties

Fernando Coura também disse o que o setor espera em relação a alterações na cobrança e destinação dos royalties do setor, ou seja, a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais: alíquotas respeitando critérios técnico-econômicos; alíquotas observando a dinâmica do mercado; reformulação da base de cálculo.

Outras propostas ainda não oficializadas pelo governo têm discordância das mineradoras, disse o dirigente, entre as quais, citou: procedimentos licitatórios em todos os regimes, inclusive na pesquisa mineral; estabelecimento de prazo de vigência da concessão da lavra; prazo para a retomada das operações mineiras inativas.

Licenciamento ambiental

O Presidente do IBRAM também lembrou que há propostas apresentadas ao governo pela indústria da mineração que poderiam vir a ser contempladas, de modo a estimular a atividade. Citou como exemplo alterações na legislação do licenciamento ambiental.

“Poderia haver previsão de estabelecimento, por Decreto Presidencial, de um sistema ou regime específico de licenciamento ambiental para a atividade de mineração. Leva-se até dez anos para obter licenciamento ambiental de um projeto de grande porte, além de todas as compensações ambientais, que formam um emaranhado de grande complexidade, inclusive dispendioso, para quem quer investir em mineração no Brasil”, afirmou.

“A questão ambiental deve ter regras aplicáveis especificamente ao setor, até mesmo com um sistema de licenciamento ambiental diferenciado para a mineração”, completou.

Estagnação

O dirigente também abordou a situação inusitada de suspensão das outorgas minerais pelo governo desde o ano retrasado. “Com a suspensão das outorgas minerais pelo governo desde novembro de 2011, a situação está se agravando porque o setor está estagnado”. Apenas outorgas referentes à produção de agregados para a construção civil estariam sendo liberadas pelo governo federal, informou.

Segundo Fernando Coura “o investidor só transforma seu capital em ativos no país quando tem a certeza de que será remunerado. Como isto acontece? Com aberturas de novos projetos (lavras) e expansões, produção de bens minerais (matéria-prima), uso de máquinas e equipamentos, alocação da força de trabalho, inserção na cadeia produtiva etc.”.

Menos US$ 20 bilhões para o Brasil

O IBRAM estima que US$ 20 bilhões estão deixando de ser investidos pela indústria mineral em razão da suspensão das outorgas. Em um prazo de cinco anos (2012 – 2016), as mineradoras haviam anunciado investimentos totais de US$ 75 bilhões no Brasil, segundo levantamento do Instituto. “Agora, esse importante valor de US$ 20 bilhões – que integra os US$ 75 bilhões – está postergado, justo em um momento em que o País precisa muito de novos investimentos”, disse Fernando Coura.

“Isso gera perda de receita para as empresas, perda de arrecadação fiscal para o governo e, para a sociedade civil, são novos postos de trabalho que não puderam ser criados, ou ainda, desemprego em razão de paralisação de projetos”, disse o dirigente.

Ele observou que a atividade mineral “é cíclica”, que perdura por 25 a 30 anos. Neste momento, o setor vivencia cenário de redução de preços, com perspectiva de diminuição em novas prospecções e enxugamento de oferta para, mais adiante, retomar um ciclo novamente virtuoso.

O Presidente do Instituto disse que a suspensão das outorgas “prejudica muito o setor” e que as empresas precisam de liberdade e estímulo para manter a pesquisa mineral muito ativa. Mostrando estudos do IBRAM à plateia, ele disse que apenas 1% dos requerimentos de pesquisa encaminhados ao Ministério de Minas e Energia efetivamente “resultam em minas. É o que mostram dados oficiais de 1991 a 2010: para 419.480 requerimentos de pesquisa avaliados pelo Ministério, apenas 4 mil evoluíram para portaria de lavra. Ou seja, o risco do empreendedor é muito alto se apenas 1% das tentativas resulta em uma conquista efetiva”.

Mineradoras sofrem com panorama de redução de preços de seus produtos e já planejam demissões em função da paralisação de novos projetos minerais. “Diante desse quadro adverso, que inclui a suspensão das autorizações para novos projetos, entre os quais, 120 com todos os requisitos legais plenamente atendidos, como iremos convencer os investidores internacionais a aplicar recursos em projetos minerais no Brasil?”, questionou, acrescentando que “muito me preocupa o que será da produção mineral do Brasil nesses próximos anos”.

Fernando Coura encerrou sua fala clamando para que o projeto de lei propondo o novo marco regulatório seja apresentado com urgência pelo Executivo ao Congresso Nacional e defendendo que o setor mineral precisa ter segurança jurídica e ter os direitos adquiridos respeitados para poder continuar contribuindo para o País com sua produção mineral de alta qualidade.

Insegurança jurídica

O Consultor-Geral Jurídico da Vale S.A., Clóvis Torres, também reclamou do clima de insegurança jurídica para novos investimentos em mineração no Brasil ao mesmo tempo em que o governo brasileiro solicita das empresas novos investimentos “para contribuir com o crescimento público”.

Segundo ele, “o Brasil é um país difícil para se investir em mineração”, mencionando exemplos de dificuldades impostos para o empresário conduzir seus projetos. Ele citou a legislação ambiental “muito exigente e dura”, o problema de regulamentação fundiária em terras onde há potencial mineral, em especial no estado do Pará, uma das novas fronteiras minerais do Brasil.

Clóvis Torres disse que o recente ciclo virtuoso da mineração “está acabado. A indústria mineral está em um momento de queda nos preços (dos minérios). As cinco maiores mineradoras do mundo tiveram seus presidentes demitidos em razão dos resultados, que não são mais os mesmos dos últimos anos. Hoje a indústria de mineração brasileira está absolutamente estagnada”.

(IBRAM – Profissionais do Texto) 
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