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sexta-feira, 6 de março de 2015
MINERAÇÃO | Vale e Inpe desenvolvem projeto de monitoramento de mina por satélite para auxiliar operações em Carajás

MINERAÇÃO | Vale e Inpe desenvolvem projeto de monitoramento de mina por satélite para auxiliar operações em Carajás


A nova tecnologia que permite aumentar a segurança do trabalhador em operações da Vale no Complexo Minerador de Carajás, no Pará, foi destaque da Revista FAPESP, uma das mais importantes publicações do segmento de ciência e tecnologia do país.

A novidade é um sistema que capta imagens de alta definição das minas a céu aberto por satélites e fornece informações que permitem a detecção milimétrica de deslocamentos de terreno dos taludes e das demais estruturas que compõem o complexo minerador, como rampas de acesso, pilhas de disposição de estéril (material não aproveitado), correias transportadoras, barragens, estradas e ferrovias, entre outras. Com este monitoramento, os riscos de ruptura e desmoronamento dos taludes poderão ser identificados com mais precisão.

A inovação é resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito de um convênio firmado pela Vale com a Fundação de Aparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Fundação Amazônia Paraense (Fapespa).
 
Leia a matéria na íntegra aqui.
 
(Vale)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
CARAJÁS | "Registro do Presente" - Exploração mineral em exposição

CARAJÁS | "Registro do Presente" - Exploração mineral em exposição


A paisagem árida de Marabá, no sudeste paraense, contrasta com a ideia romântica de Amazônia, floresta densa e de verde intenso. A principal referência da cidade, distante cerca de 500 km da capital, Belém, é a atividade de extração mineral, iniciada quando dos grandes projetos de ocupação e exploração da área, implementados pelo governo federal na década de 1970.

O artista José Viana, que morou no município, usou as referências históricas e visuais para compor a instalação “Registro do Presente”, na qual usa pedras com alta concentração de ferro, retiradas da Floresta Nacional (Flona) de Carajás – com a devida autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A mostra, com curadoria de Camila Fialho, segue aberta à visitação até 29 de março, na Casa das Onze Janelas, em Belém. A entrada é gratuita.

A instalação apresenta a obra S11D (ou projeto para Salvaguardar Pedras), feita originalmente para o Salão Arte Pará em 2014, que será doada ao acervo do Sistema Integrado de Museus, da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult). Ao deslocar o material natural de seu ambiente originário para o ambiente expositivo, Viana provoca o despertar da discussão.

“O objetivo é mostrar a cena dessa questão grandiosa, que muito pouco a gente discute aqui no estado. Quando morei lá, tive contato com pessoas de diferentes movimentos sociais, e vi o quanto isso está no dia a dia de inúmeras pessoas. Também tive a oportunidade de visitar o local onde será instalado o novo projeto de exploração mineral e me perguntei porque aqui, com todas as questões sociais, econômicas e ecológicas, quase não lembramos”, pondera.
 
(ORMNews)
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
MINERAÇÃO | Projetos de lei que ameaçam a Amazônia

MINERAÇÃO | Projetos de lei que ameaçam a Amazônia


Os projetos abaixo foram destacados por especialistas de diferentes ONGs de defesa do meio ambiente ouvidos pelo Infoamazonia. As matérias mineração em áreas protegidas e o código de mineração estão entre as cinco matérias que podem voltar a tramitar neste ano na Câmara dos Deputados ou no Senado. E, se aprovadas, devem trazer impactos negativos para a Amazônia.

Mineração em áreas protegidas

Aldem Bourscheit, do WWF, aponta o PL 3.682, de 2012 como uma das propostas preocupantes que podem voltar à pauta em 2015. Seu autor, o deputado Vinícius Gurgel (PR-AP), foi reeleito e quer que seja autorizada a mineração em até 10% das áreas de proteção integral no Brasil.
A atividade de mineração hoje é proibida nas unidades de conservação (UCs) de proteção integral, mas pode ser liberada em UCs de uso sustentável. Em defesa da proposta, Gurgel argumenta que um grande número de UCs de proteção integral, especialmente na Amazônia, foram criadas sobre terras com grande potencial mineral, e explorar essas reservas seria necessário para o crescimento econômico.
O PL propõe, como contrapartida, que a mineradora que explorar essas áreas doe “ao órgão ambiental competente” uma terra com “o dobro da dimensão da área cedida e as mesmas características”.

“Os impactos nunca vão se limitar a estes 10%. A atividade da mineração sempre tem grande impacto”, afirma Bourscheit. “Existem outras áreas de conservação que poderiam atender a atividade de mineração. O Brasil não precisa degradar suas áreas protegidas para abrigar essas atividades”.

Veja onde há mineração na Amazônia e combine os dados com as áreas protegidas e terras indígenas


Tramitando em caráter conclusivo (quando pode ser aprovado somente com o aval das comissões responsáveis e não vai para votação do plenário da Câmara dos Deputados), o projeto está na Comissão de Minas e Energia, onde ainda não foi votado, mas já tem um parecer favorável do relator, o deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG). O deputado propôs um substitutivo ao projeto de Vinícius Gurgel que submete a delimitação das unidades de conservação de proteção integral ao Congresso Nacional e não cria limites ou contrapartidas à mineração nestas áreas. O PL 3682/2012 ainda deve passar por outras duas comissões antes de ser aprovado.

Como foi reeleito, Vinícius Gurgel precisa pedir que o projeto seja desarquivado até 31 de julho.

Código da Mineração

O novo Código da Mineração, em discussão na Câmara dos Deputados, pretende substituir o decreto-lei 227, de 1967, que atualmente regula a atividade. O Projeto de Lei (PL) 37/2011 determina que o governo licite áreas de mineração, o que deve aumentar a arrecadação estatal.

A proposição enfrenta grande pressão de empresas que atuam no meio, pois, como demonstrado em matéria da Agência Pública de Dezembro de 2013, ela influencia o financiamento de campanha dos políticos envolvidos com a comissão especial que analisa o PL.

O projeto não avança na regulamentação da atividade em termos ambientais, mas a discussão preocupa Adriana Ramos, do ISA. “Me parece que propostas de mineração de terra indígena vão tentar ser aprovadas separadamente”, afirma. Já Aldem Bourscheit, do WWF Brasil, acredita que o Brasil precisa, sim, de uma nova legislação de mineração. “Mas, infelizmente, até o momento, os projetos em curso não assumiram a proteção que a gente espera”, afirma.

O PL 37/2011 tem regime de prioridade – quando deve entrar na pauta de votação imediatamente depois de todas as proposições em regime de urgência. A matéria foi produzida pelo deputado Weliton Prado (PT-MG), reeleito em 2014. Ele tem até o dia 31 de julho para pedir o desarquivamento do projeto.

(Infoamazonia/GlobalVoices)
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