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quarta-feira, 2 de março de 2016
#NOTÍCIAS | MINERAÇÃO NA AMAZÔNIA

#NOTÍCIAS | MINERAÇÃO NA AMAZÔNIA


SENADO | Subcomissão debate aumento na compensação financeira por exploração mineral

Mudança na base de cálculo da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) — espécie de royalty pago pelas empresas mineradoras a municípios, estados e à União pela exploração de jazidas — foi debatida, na terça-feira (1º), pela Subcomissão Permanente de Acompanhamento do Setor de Mineração (Subminera), subordinada à Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). A discussão sobre o assunto foi pedida pelo senador Wilder Morais (PP-GO).

No final de 2015, a CI aprovou projeto de lei (PLS 1/2011) do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) modificando essa taxação. Atualmente, a CFEM leva em conta uma porcentagem do faturamento líquido das mineradoras. A proposta sugere como base de cálculo o faturamento bruto resultante da venda do produto mineral.

O setor de mineração no Brasil está passando por uma profunda crise, em virtude da queda generalizada do preço das commodities no mercado internacional, somado a fatores ligados à crise econômica interna.

Essa foi a tônica das manifestações dos convidados à audiência na Subcomissão Permanente de Acompanhamento do Setor de Mineração, que discutiu o PLS 1/2011, em análise na Comissão de Assuntos Econômicos.

A reunião foi presidida pelo senador Wilder Morais (PP-GO), que deixou clara uma posição crítica à proposta. O projeto altera a base de cálculo da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), um royalty pago pelas empresas do setor à União, estados e municípios pela exploração das jazidas.

Na prática, o projeto aumenta a alíquota máxima incidente sobre a base de cálculo de 3% do faturamento líquido para 5% do faturamento bruto.

— Precisamos de uma solução estruturada, simplesmente aumentar a alíquota não pode ser a melhor situação. O assunto é complexo e temos que consultar a todos — afirmou Wilder, lembrando que também tramita na Câmara dos Deputados uma outra proposta que aumenta a CFEM, que se soma a legislações estaduais que já aumentaram o tributo. Ele entende que a subcomissão pode apresentar uma proposta consolidada sobre a temática.


RONDÔNIA | A extração de diamantes na reserva Roosevelt

O Ministério da Justiça deve começar a trabalhar a partir da próxima semana na elaboração de uma proposta que visa o processo de regulamentação da extração de diamantes e ouro em terras indígenas no Brasil. O assunto foi tema de uma reunião realizada na última quarta-feira com o ministro José Eduardo Cardozo e a bancada federal de Rondônia no Congresso Nacional. 
 
A proposta é bem polêmica pelo fato de envolver áreas que pertencem aos índios, mas que está sob o domínio da União. É um caminho longo que precisa ser percorrido. No município de Espigão do Oeste está localizada a reserva indígena Roosevelt, considerada uma das áreas mais ricas em diamantes. O local já foi cenário da chacina que resultou, em 2004, na execução de 26 garimpeiros. 
 
O garimpo ilegal foi fechado pela Polícia Federal logo após as mortes, mas a ação policial não foi o suficiente para barrar as pretensões de alguns garimpeiros na região. Alguns índios estariam auxiliando e facilitando o ingresso de garimpeiros no imenso garimpo a céu aberto. 

 
MATO GROSSO | Sema fecha dois garimpos ilegais e apreende equipamentos 
 
A equipe de fiscalização da unidade desconcentrada da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) de Guarantã do Norte (715 km ao norte de Cuiabá) realizou nos dias 18 e 19 de fevereiro uma operação nos municípios de Peixoto de Azevedo e Terra Nova do Norte que resultou no embargo de dois garimpos ilegais e na apreensão de quatro escavadeiras hidráulicas e oito dragas. O valor da multa aplicada ultrapassa R$100 mil. A operação foi realizada em parceria com as polícias Civil e Militar locais.
De acordo com a diretora da unidade da Sema, Elenara Gandini, na primeira ação, em Peixoto de Azevedo, o empreendimento de garimpagem possuía Licença de Operação (LO), mas durante a vistoria foi identificado que o proprietário expandiu sua atividade e explorava uma área que não estava prevista no licenciamento. Diante disso, os fiscais fecharam o garimpo e ainda apreenderam duas escavadeiras hidráulicas e duas dragas. Elenara explica que o auto de infração ainda não foi finalizado, mas adianta que o proprietário será atuado conforme determina o Artigo nº 66 do Decreto n° 6.514/2008 que estabelece uma multa de R$ 500 a R$ 10 milhões.
Na segunda operação, em Terra Nova do Norte, a equipe técnica da regional da Sema acompanhou a Policia Militar em uma ação de reintegração de posse. Os fiscais da secretaria constataram que o empreendedor possuía apenas as Licenças Prévia (LP) e de Instalação (LI) e estava exercendo a atividade de garimpagem sem a Licença de Operação. Segundo Elenara, o empreendimento funcionava em uma área de litígio e suas atividades eram desenvolvidas dentro da Área de Preservação Permanente (APP), causando desmatamento ilegal. No local foram apreendidas duas escavadeiras hidráulicas e seis dragas. O empreendimento foi embargado e multado no valor de R$ 100 mil.

Fonte: O Nortão 

Vale: Prejuízo no 4º tri foi muito maior que o esperado pelo mercado

A mineradora multinacional brasileira, Vale, registrou em 2015 um prejuízo histórico e altíssimo considerado o maior prejuízo de uma empresa de capital aberto com atuação na bolsa de valores dos últimos 30 anos, segundo estatística divulgada pela empresa de consultoria Economatica.
Desde 1986 um prejuízo tão alto de uma empresa não acontecia. O valor total registrado foi de R$ 44,2 bilhões cerca de 12,129 bilhões de dólares, um montante que equivale ao PIB (Produto Interno Bruto) de 49 países calculados individualmente.

Desde sua privatização ocorrida em 1997 a Vale não fecha o ano no vermelho. No ano de 2014 a mineradora fechou com um lucro líquido de R$ 954 milhões. Os investidores da Vale jamais imaginariam que no ano seguinte seria verificado tamanha queda nos lucros da Vale.

Além de prejuízo histórico, a Vale teve sua nota de risco de crédito rebaixada pela agência Moddy’s

Na última sexta-feira (26) a agência de classificação de risco a Moddy’s baixou a nota de crédito da Vale para “Ba3”, o que significa que a empresa perdeu o selo de boa pagadora, o que dificulta ainda mais a recuperação da Vale frente ao mercado investidor internacional.

O rebaixamento ocorreu devido à perspectiva negativa de desemprenho da mineradora nos próximos doze meses e também devido à queda nos preços de metais básicos e no minério de ferro.

Fonte: Impala
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
EXPLORAÇÃO MINERAL | Atraso de Licença para Projeto da Vale ameaça empregos no Pará

EXPLORAÇÃO MINERAL | Atraso de Licença para Projeto da Vale ameaça empregos no Pará


Moradores do município de Curionópolis, sul do Pará, foram às ruas da cidade para pressionar o Governo de Simão Jatene a liberar uma licença de ampliação do projeto Serra Leste, comandando pela Vale.

Desde março, a empresa vem tentando obter a licença da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Com a demora, a Vale deu férias coletivas para cerca de 600 empregados e, com o fim das férias, concedeu licença remunerada. Os operários ficarão sem trabalhar, recebendo 50% dos salários, enquanto outros 300 operários que atuam em empresas terceirizadas estão em vias de serem demitidos.

A manifestação começou às 10h, com uma reunião no teatro da cidade. Em seguida, houve uma caminhada e depois, o bloqueio da PA-275, que liga Marabá a Parauapebas, as duas principais cidades da região. O bloqueio será por tempo indeterminado.

O movimento é encabeçado por empregados da Vale, mas tem apoio de vereadores, comerciantes e dos professores, que prometem manter as aulas suspensas até que haja uma solução para o impasse entre Vale e governo. “Precisamos resolver esse problema porque são centenas de pais de família ameaçados de desemprego. A paralisação do projeto está afetando toda a cidade”, diz Josafá Costa, empregado da Vale.

A exploração da mina de Serra Leste se tornou uma das principais fontes de renda e emprego no município, que fica a cerca de 30 quilômetros de Parauapebas, onde está a mina de Carajás. Pelo menos 10% dos 17 mil habitantes da cidade atuam em torno do projeto da Vale que tem impactos diretos sobre o comércio local.

PRODUÇÃO
A primeira licença previa uma produção de 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A Vale considerou, contudo, que é necessário aumentar para 6 milhões. Em março deste ano, pediu à Semas licença para redimensionar o projeto, mas o pedido vem se arrastando. “Não entendemos as razões dessa demora. Já esgotamos todas as conversas junto à secretaria”, diz o prefeito de Curionópolis, Wenderson Chamon.

Integrantes do movimento acusam o governo de usar o pedido da licença para pressionar a Vale a pagar R$ 1,8 bilhão de taxa mineral, após o fim da isenção a que a mineradora tinha direito. “Esse problema deveria ser resolvido na esfera administrativa ou jurídica. Da maneira como está acontecendo, o governo está contribuindo para causar desemprego em um momento delicado da economia”, diz um dos líderes do movimento, que não quis ser identificado.

VALE
Em nota, a Vale confirmou que concederá licença remunerada aos empregados da Mina de Serra Leste. “A empresa já iniciou as negociações com o sindicato que representa a categoria e a data de início ainda depende de aprovação em assembleia com os empregados”. A medida é necessária , segundo a Vale, devido à não obtenção da Licença de Operação, que permitirá ampliar a capacidade de produção do empreendimento. A empresa, contudo, não quis se manifestar sobre os protestos marcados para hoje.

GOVERNO DO ESTADO
Também por meio de nota, o titular da Semas, Luiz Fernandes, afirmou que a demora na liberação da licença se deu porque havia condicionantes pendentes. A nota não explica quais. O secretário negou que haja relação entre a demora no processo na Semas e a cobrança da taxa mineral. “Não há relação, pois a análise desta secretaria se restringe à análise da viabilidade ambiental do empreendimento”. A Semas não informou se há prazos para que o processo seja concluído. Limitou-se a informar que a solicitação “está sendo analisada”.

(Diário do Pará)
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
MINERAÇÃO | Vale obtém liminar para retomar mineração em Onça Puma

MINERAÇÃO | Vale obtém liminar para retomar mineração em Onça Puma


A Vale informou na quarta-feira (02/09) que obteve liminar suspendendo a decisão judicial que paralisava as atividades de mineração do empreendimento de níquel de Onça Puma, no Pará, desde meados do mês passado.

A mineradora disse ainda que foi suspensa a determinação para o pagamento de 3 milhões de reais para as Associações Indígenas Xikrin do Catete, que constava da mesma sentença.

Segundo a decisão anterior, do Tribunal de Regional Federal (TRF) da 1ª Região, as operações da Vale teriam que ficar suspensas até a companhia comprovar que foram tomadas medidas compensatórias para os indígenas.
 
A mineradora disse, em nota, que uma análise da água do rio Cateté, que banha terras indígenas, não demonstrou a contaminação por níquel e que a presença de elementos dissolvidos decorre da condição geológica da área.

"Assim, eventuais prejuízos à qualidade da água não têm qualquer relação com a atividade da Vale na região", disse a mineradora.

A decisão que determinou a imediata suspensão das atividades era de 6 de agosto, mas foi publicada no Diário Oficial da Justiça em 14 de agosto.

A Vale não informou o volume que deixou de ser produzido durante a suspensão, nem a data exata da retomada das atividades em Onça Puma.

A produção de níquel da Vale em Onça Puma somou 5,9 mil toneladas no segundo trimestre de 2015, pouco menos de 10 por cento do total produzido pela mineradora no período.

A Vale, maior produtora global de minério de ferro do mundo, está entre as maiores também em níquel, com operações no Canadá, Indonésia e Nova Caledônia, além do Brasil.
 
(EXAME)
terça-feira, 1 de setembro de 2015
#VALE | Justiça suspende operação de usina no Pará após suspeita de contaminação em rio

#VALE | Justiça suspende operação de usina no Pará após suspeita de contaminação em rio


Os 1.400 índios da terra indígena Xikrin do Cateté, no Pará, não podem mais beber a água do rio que atravessa suas aldeias. A pesca e o banho se tornaram atividades de risco. Os peixes não servem para consumo, e doenças começam a surgir nas aldeias.

O motivo, de acordo com laudo da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, é que a água do rio Cateté está contaminada por metais pesados: níquel, cobre, cromo e ferro. O material, segundo o Ministério Público Federal, é proveniente do campo de mineração da usina Onça Puma, da Vale, cuja operação foi suspensa na semana passada após decisão judicial.

O laudo da universidade federal atesta a contaminação e sua origem. Relatos e imagens feitas por um endocrinologista da Escola Paulista de Medicina, que visita as aldeias todos os anos, também corroboram o desastre ambiental na região paraense. A empresa recorre da decisão e nega que o rio esteja contaminado. A Vale afirma ainda que, em 2015, repassou R$ 11 milhões aos indígenas.

Em atividade desde 2011, a Onça Puma, com sede em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, produz anualmente 53 mil toneladas de níquel contido em ferro-níquel.

Para o Ministério Público Federal, a poeira erguida por máquinas, caminhões e explosões contamina o solo e, com a chuva, atinge o rio Cateté, que fica próximo ao empreendimento. O problema ambiental já tem suas primeiras vítimas: há relatos de índios com olhos avermelhados, dor de cabeça, vômitos, lesões na pele, além de seis casos de recém-nascidos com má formação nos últimos três anos.

A paralisação das atividades da Onça Puma é fruto de uma ação de 2012 do Ministério Público Federal. Já naquele ano, o órgão questionava a ausência de um plano de gestão econômica para as aldeias Xikrin e Kayapó, atingidas pela mineração. "Jamais houve qualquer projeto implementado para compensar os impactos aos indígenas. A Vale precisa impedir a contaminação do rio", diz a procuradora Luisa Astarita Sangoi, à frente da ação. De acordo com ela, a Onça Puma possui licença apenas do órgão ambiental estadual do Pará, insuficiente para a atividade realizada no local.

"Graves consequências"

Segundo o endocrinologista João Paulo Botelho Vieira Filho, consultor médico das associações indígenas atingidas, a contaminação por metais alterou radicalmente a rotina dos índios, que precisam recorrer a poços semiartesianos e até construíram barragens naturais em outro rio para impedir o avanço dos peixes na água contaminada.

"Há poucos peixes, principal alimento da etnia, e os que restaram não prestam. Os índios comem e vomitam. Estão ingerindo metais pesados", diz o médico, preceptor do Departamento de Endocrinologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Vieira Filho monitora a saúde dos xikrin no Pará há 49 anos, quando haviam apenas 98 indígenas.

Nas margens do rio, a coloração avermelhada domina. Grotões e poças próximas ao leito acumulam o sedimento tóxico. Os problemas são iminentes, segundo o médico. "Os metais pesados trazem grave consequência para humanos, animais e a vida silvestre, ocasionando cânceres e desreguladores hormonais. Também pode haver déficit mental, infertilidade, obesidade, diabetes e distúrbios da tireoide", disse ele.

A decisão, concedida em liminar pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, também inclui a compensação mensal de R$ 1 milhão para cada das três aldeias atingidas até que um plano de auxílio seja colocado em prática. A retomada das atividades da usina também está condicionada ao cumprimento do amparo ao indígenas e proteção da área.

"[O rio] Está inapropriado para consumo de alimento e inclusive para banho", diz trecho do laudo da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, realizado em abril deste ano.

Outro lado

Em nota, a Vale diz que recorreu da decisão, afirma desconhecer o laudo da universidade federal e nega que o rio esteja poluído. A companhia diz que seus próprios monitoramentos atestam que altos níveis de metais na área são causados pela "geologia local". Também diz que possui todos os estudos ambientais e que não implanta ações de mitigação de impacto no local por "impedimento dos indígenas".
 
(FOLHAPRESS/O Tempo)
sexta-feira, 6 de março de 2015
MINERAÇÃO | Vale e Inpe desenvolvem projeto de monitoramento de mina por satélite para auxiliar operações em Carajás

MINERAÇÃO | Vale e Inpe desenvolvem projeto de monitoramento de mina por satélite para auxiliar operações em Carajás


A nova tecnologia que permite aumentar a segurança do trabalhador em operações da Vale no Complexo Minerador de Carajás, no Pará, foi destaque da Revista FAPESP, uma das mais importantes publicações do segmento de ciência e tecnologia do país.

A novidade é um sistema que capta imagens de alta definição das minas a céu aberto por satélites e fornece informações que permitem a detecção milimétrica de deslocamentos de terreno dos taludes e das demais estruturas que compõem o complexo minerador, como rampas de acesso, pilhas de disposição de estéril (material não aproveitado), correias transportadoras, barragens, estradas e ferrovias, entre outras. Com este monitoramento, os riscos de ruptura e desmoronamento dos taludes poderão ser identificados com mais precisão.

A inovação é resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito de um convênio firmado pela Vale com a Fundação de Aparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Fundação Amazônia Paraense (Fapespa).
 
Leia a matéria na íntegra aqui.
 
(Vale)
sábado, 21 de fevereiro de 2015
VALE | Apresentou forte desempenho operacional com recordes de produção em 2014

VALE | Apresentou forte desempenho operacional com recordes de produção em 2014

Segundo Relatório de Produção, referente ao quarto trimestre de 2014, divulgado na quinta-feira, 19 de fevereiro. O documento apresenta o panorama das operações neste período.

O destaque foi a produção própria de minério de ferro, excluindo o minério adquirido de terceiros e a produção atribuível à Samarco, que atingiu o recorde de 319,2 Mt em 2014, 19,4 Mt acima de 2013 e 7,2 Mt acima da meta de produção própria para o ano.

Destaques da Produção

A Vale S.A. apresentou um forte desempenho operacional no 4T14 e em 2014, com recordes de produção de minério de ferro, níquel, cobre e ouro. Os estoques de minério de ferro diminuíram em 4,8 Mt no 4T14, tendo em vista o recorde de embarques no trimestre.
 
Minério de Ferro

- Recorde de oferta anual de 331,6 Mt em 2014, incluindo recorde de produção própria de 319,2 Mt e 12,3 Mt de minério adquirido de terceiros.

- Recorde anual de produção em Carajás de 119,7 Mt em 2014, 14,8 Mt acima de 2013.
 
-  Produção no Sistema Sul de 86,3 Mt em 2014, a maior marca anual desde 2007, 7,3 Mt acima de 2013.
 
- Recorde de produção trimestral para um quarto trimestre de 83,0 Mt no 4T14, 1,7 Mt maior que no
4T13.
 
- Recorde de produção trimestral em Carajás de 34,9 Mt, 2,7 Mt acima do 3T14, e 3,3 Mt acima do
4T13.
 
- Recorde trimestral de transporte ferroviário de 32,9 Mt na Estrada de Ferro Carajás (EFC), 2,1 Mt
acima do 4T13.
 
- Recorde trimestral de embarques de 32,8 Mt no porto Ponta da Madeira, 1,5 Mt maior que no 4T13.


Desempenho Geral

A produção própria de minério de ferro da Vale, excluindo o minério de ferro adquirido de terceiros e a produção atribuível à Samarco, atingiu o recorde de 319,2 Mt em 2014, 19,4 Mt acima de 2013 e 7,2 Mt acima do target de produção própria para 2014.

Em 2014, Carajás atingiu a produção recorde de 119,7 Mt, o que representa um aumento de 14,8 Mt em relação a 2013.

O Sistema Sul produziu 86,3 Mt em 2014 e alcançou sua melhor marca anual desde 2007. Esta produção de 2014 representa um aumento de mais de 9% em relação às 79,0 Mt produzidas em 2013.
 
Em uma base trimestral, a produção de minério de ferro da Vale – excluindo a produção atribuível à Samarco – foi de 83,0 Mt no 4T14, um novo recorde para um quarto trimestre.

Carajás
 
Carajás atingiu um novo recorde histórico com uma produção de 34,9 Mt no 4T14, 8,4% e 10,4% acima do 3T14 e do 4T13, respectivamente.No 4T14, a Vale transportou 32,9 Mt pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), um novo recorde trimestral, ficando 2,1 Mt acima do 4T13, e os embarques totalizaram 32,8 Mt, outro recorde trimestral, ficando 1,5 Mt acima do 4T13.

Sistema Norte 

Essa produção de 34,9 Mt em Carajás é resultado dos ramp-ups de Planta 2 e de Serra Leste no 4T14. A Planta 2 produziu 4,9 Mtno trimestre, 0,6 Mt a mais do que no 3T14.





Veja aqui o desempenho da produção para outros minérios.

(Vale)
quarta-feira, 16 de abril de 2014
MINERAÇÃO | Notícias Rápidas do Estado do Pará

MINERAÇÃO | Notícias Rápidas do Estado do Pará

 
PARÁ | BNDES empresta R$ 6,2 bilhões à mineradora Vale para projetos no Estado

Empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 6,2 bilhões vai permitir à companhia Vale construir uma unidade mineradora e de beneficiamento de minério de ferro, com capacidade para 90 milhões de toneladas por ano, e um ramal ferroviário entre as cidades de Canãa dos Carajás e Parauapebas (PA).

O dinheiro será aplicado também na expansão da capacidade de transporte da Estrada de Ferro Carajás para 230 milhões de toneladas por ano, e em iniciativas sociais voltadas para o desenvolvimento da região. A aprovação do financiamento foi anunciada no dia (15) pelo banco.

Segundo o BNDES, o financiamento contribuirá para a criação de até 30 mil empregos diretos e para a expansão das exportações brasileiras de minério, o que deverá impactar de forma positiva no saldo da balança comercial.

Além do financiamento do BNDES, o projeto conta com R$ 1 bilhão em debêntures de infraestrutura emitidas pela Vale em janeiro deste ano, para compor as fontes de recursos para implantação do ramal ferroviário.

(Agência Brasil)

PARÁ | Ex-empregados da Colossus protestam em Curionópolis

Pessoas demitidas pela mineradora Colossus fizeram um protesto em frente as instalações da companhia, no município de Curionópolis, no dia (10). Eles alegam que, após as demissões, a mineradora não teria pago os direitos trabalhistas devidos. No início deste ano, a mineradora demitiu cerca de 400 empregados de sua operação no Brasil.

Segundo um dos ex-empregados, Renato Matos, os trabalhadores não receberam as devidas indenizações. “Todo mundo foi dispensado, sem direito a nada. A gente procura a administração da empresa para tentar um acordo e ninguém nem ouve a gente”, disse Matos, que trabalhou durante dois anos e meio para a companhia, como encarregado de sondagem.

Os trabalhadores se queixam que, devido a falta de pagamento, estão perdendo o crédito na região e não conseguem comprar mais nada. “Muitos colegas da gente estão devendo muito. Eu estou nessa situação. Porque a gente não tem onda renda aqui na vila”, disse o mecânico Milton Santos, que trabalhou mais de três anos para a mineradora.

Os participantes do protesto afirmam, ainda, que a empresa estaria devendo a comerciantes da região. De acordo com o comerciante Francisco Gomes, além dos trabalhadores, que não têm como pagar as contas, a empresa também estaria devendo a ele. “O dinheiro era para estar girando, e agora está parado, esperando receber”, afirmou, em entrevista ao portal G1.

A mineradora canadense é sócia da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) na mina de ouro, platina e paládio, Serra Pelada. A empresa deveria fazer a extração de ouro na região e dividir os lucros com a Coomigasp.

No Canadá, a empresa entrou em concordata e busca novos investidores para dar continuidade ao empreendimento.

(Blog do Zédudu)
sexta-feira, 14 de março de 2014
VALE | Abre mais de 360 vagas para Programa de Estágio em sete estados

VALE | Abre mais de 360 vagas para Programa de Estágio em sete estados


Estão abertas as inscrições para o Programa de Estágio da Vale. São 369 vagas para estudantes do ensino técnico e superior dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Bahia. As inscrições podem ser feitas até 30 de março. São oferecidas vagas para cursos de diferentes áreas, distribuídas em sete estados. As inscrições podem ser feitas por aqui até o próximo dia 30 de março.

O objetivo do programa é preparar estudantes para responder aos desafios diários da profissão com experiências práticas na empresa. O estagiário recebe acompanhamento e participa de atividades que estimulam o desenvolvimento de futuros talentos.

Para os universitários serão oferecidas vagas para cursos de diferentes áreas, como Engenharia, Administração de Empresas, Economia, Ciências Contábeis e Ciências da Computação, entre outros. Também terão a oportunidade de se inscrever estudantes de nível técnico de mais de 20 cursos, entre eles Mecânica, Eletrônica, Eletromecânica, Segurança do Trabalho e Enfermagem. A lista completa e a divisão de cursos por estado estão disponíveis abaixo, na aba ‘Perfil do candidato/Cursos’.

Para participar do processo seletivo, os universitários devem ter a conclusão do curso prevista para o período entre julho de 2015 e julho de 2016. Para os candidatos de nível técnico, a exigência é que tenham formatura prevista até julho de 2015 ou que sejam formados na parte teórica, desde que não tenham cumprido a carga horária de estágio obrigatório e ainda estejam matriculados na instituição de ensino.

Os selecionados iniciarão o estágio a partir de agosto de 2014 e receberão bolsa-auxílio mensal de até R$ 972,00 (os valores variam dependendo do curso, técnico ou superior, e da carga horária), assistência médica e seguro de vida. Nas unidades onde a empresa não oferece transporte e restaurante, os estagiários também receberão vale-transporte e vale-refeição. A carga horária do estágio varia entre quatro e seis horas, dependendo das atividades a serem desenvolvidas.
 
(Vale)
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
PARÁ | Oito mineradoras aderem ao protocolo de atração de novos fornecedores

PARÁ | Oito mineradoras aderem ao protocolo de atração de novos fornecedores


A Mineração Rio do Norte (MRN), que opera a extração de bauxita (minério do alumínio), na localidade de Porto Trombetas, município de Oriximiná, a 880 quilômetros de Belém, encerrou na segunda-feira (27) a primeira etapa das assinaturas do Termo de Cooperação Técnica do Plano de Atração de Novos Negócios (PANN).

No total, oito mineradoras que desenvolvem atividades no Estado aderiram ao protocolo desenhado para incentivar e facilitar a instalação de novas empresas do setor no Pará, em especial os fornecedores da cadeia industrial. “São oito mineradoras no protocolo. Se cada uma indicar quatro fornecedores, serão 36 empresas, mas uma das signatárias já indicou 20 prováveis fornecedores do setor”, disse o diretor de Indústria e Atração de Investimentos da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Rodrigo Garcia.

Após a indicação dos prováveis fornecedores pelas mineradoras, a equipe de atração da Seicom vai a campo para contatar e explicar em detalhes as vantagens de participar do programa. Um dos diferenciais do plano está no “Selo de Prioridade”, lançado em janeiro deste ano na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fesp).

“Este trabalho de atração de novos fornecedores para a indústria mineral no Estado é fundamental até para a logística das empresas com reflexo direto na redução de custos e participação mais expressiva do setor no desenvolvimento sustentável do estado”, destacou o titular da Seicom, David Leal.

O evento de adesão da MRN ao plano de atração ocorreu na sede do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), com a participação dos secretários de Estado David Leal (Seicom) e Daniel Nardin (Secom), do presidente do Simineral, José Fernando Gomes, do diretor de Indústria e Atração de Investimento da Seicom, Rodrigo Garcia, do ex-presidente da MRN Júlio Sanna e do atual presidente da mineradora, Silvano Andrade.

Ao agradecer pela acolhida que teve do Estado e da direção do Simineral, Silvano Andrade ressaltou que se sentia muito prestigiado por todos e garantiu que a MRN estava fazendo uma transição tranquila, ao se referir ao trabalho e planejamento deixados pelo seu antecessor no cargo, Júlio Sanna, “que liderou de frente desde a primeira hora todo esse processo”, afiançou.

“O governo é um parceiro da MRN no setor mineral e isto é muito proveitoso. A Seicom é uma agenda prioritária pro nosso trabalho, é a secretaria de interlocução do nosso setor”, completou Silvano Andrade. Uma das novidades no setor, lembrada no discurso do novo presidente da MRN, é a diversificação do setor mineral no Estado com a participação de outras empresas. Este fato fez o secretário David Leal lembrar a força das pequenas mineradoras hoje no Pará.

As oito mineradoras que assinaram o documento junto ao Governo do Pará, via Seicom, são a Vale, Down Corning, Imerys, Colossus, Norks Hydro, Alcoa, Votorantim Metais e Mineração Rio do Norte.

(Ascom/Seicom)
terça-feira, 9 de abril de 2013
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MARANHÃO | Vale recebe licença ambiental para o Píer IV do terminal marítimo de Ponta da Madeira



A Vale informou na segunda-feira que recebeu a licença ambiental que faltava para o Píer IV do terminal marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, projeto que permitirá a expansão da capacidade de escoamento de minério de ferro da principal mina da companhia, a de Carajás.

"A obtenção da LO (licença ambiental para operação) representa etapa fundamental para o suporte logístico ao crescimento da produção de minério de Carajás, na medida em que a Vale passa a dispor de todas as licenças ambientais requeridas para as operações portuárias do projeto CLN 150", disse a empresa.

O projeto CLN 150 permitirá a expansão da capacidade logística da Estrada de Ferro de Carajás para 150 milhões de toneladas métricas anuais, e envolve a duplicação de 125 km da Estrada de Ferro Carajás (EFC), além da construção de um terminal ferroviário, em adição ao Píer IV.

A capacidade total de escoamento pelo CLN 150 equivale a cerca de metade das vendas totais de minério e pelotas da Vale, maior produtora global da commodity, no ano passado.

A Vale trabalha em outros projetos paralelos no Pará para elevar em 40 milhões de toneladas ao ano a capacidade de produção da região de Carajás, com previsão de entrada em operação no segundo semestre de 2013.

Além disso, a Vale também desenvolve Carajás Serra Sul, com entrada prevista para o segundo semestre de 2016, que terá capacidade nominal para 90 milhões de toneladas de minério.

O importante polo de Carajás, no Pará, produziu 106,8 milhões de toneladas em 2012, 2,7 por cento abaixo de 2011.

O aumento da capacidade de escoamento no Sistema Norte está previsto para se dar entre o primeiro semestre deste ano até o final de 2014, segundo relatório da Vale divulgado recentemente, no qual informou também que um navio já atracou no porto do Maranhão em teste de carregamento.

A licença, emitida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, refere-se às seções em terra e no mar do píer.

A parte "onshore" compreende dois viradores de vagões, dois pátios de estocagem de minério de ferro, uma empilhadeira, duas recuperadoras de minério de ferro e correias transportadoras. A "offshore" contém o berço Sul do Pier IV, uma ponte de acesso (1,6 km), carregadora de navios com a respectiva linha de carregamento (16.000 toneladas por hora), sistema de proteção ambiental, um píer para rebocadores e outros equipamentos. 

(Estadão)
sexta-feira, 22 de março de 2013
PARÁ | Sedip e Seicom promovem oficina sobre royalties da mineração em Parauapebas

PARÁ | Sedip e Seicom promovem oficina sobre royalties da mineração em Parauapebas

O Secretário Especial de Governo, Sidney Rosa (SEDIP), abriu a 8ª Oficina. Foto: ANDERSON SOUZA/DIVULGAÇÃO
Qual o futuro da mineração no Pará? Mais do que responder a essa pergunta, com interesse na atividade extrativista em si, o Governo do Pará quer saber como a atividade pode colaborar para o aumento da qualidade de vida dos paraenses. Foi com esse intuito que o secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), Sidney Rosa, abriu no auditório da prefeitura de Parauapebas a 8ª Oficina Royalties e o Desenvolvimento Regional, realizada no último dia 20.

Promovida pela pasta de Sidney Rosa e executada pela Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), a oficina faz parte do processo de participação social para a composição do Plano de Mineração do Estado do Pará. Esse documento vai nortear as políticas pública para a gestão do setor, antecipando-se à revisão do marco legal de exploração mineradora no Brasil, que está sendo reelaborado pelo Governo Federal e será encaminhado ao Congresso Nacional em breve.

Sidney Rosa ressaltou que a população paraense deve ter conhecimentos sólidos sobre a atividade mineradora, dada a sua importância para a economia do estado. “Não importa o quão grande essa atividade é, nós devemos conhecê-la em seus detalhes”, afirmou.

Com a colaboração da Prefeitura Municipal, a oficina foi aberta com a explanação da secretária adjunta da Seicom, Maria Amélia Enriquez, que também é doutora em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UNB) com trabalhos na linha de pesquisa da mineração. Ela explicou os detalhes da nova legislação que tem sido discutida entre os estados e o governo federal. Enriquez, inclusive, trabalhou no Ministério de Minas e Energia durante oito anos, ajudando a construir o plano nacional do setor, que deve ser implantado em breve.

Para Enriquez, a correção de algumas distorções na legislação, como a cobrança de royalties em cima do faturamento bruto, pode aumentar em muito os ganhos dos municípios mineradores e diminuir os prejuízos promovidos atualmente pela legislação que desonera as exportações de produtos não industrializados, ajudando assim a impulsionar o desenvolvimento regional. Ela usou o caso de Parauapebas, que arrecada em taxas e contribuições por participação no PIB do estado mais do que Belém, como exemplo. “A grande questão é como esses recursos podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e para diversificar a economia. Isso é importante, pois o ciclo do desenvolvimento econômico do minério vai passar e o boom da mineração deve ser aproveitado pela gestão municipal e estadual”, explicou a doutora.

Para falar sobre o assunto, o Governo do Estado levou a Parauapebas o ex-prefeito do município de Congonhas (MG), Anderson Cabido, que é referência no Brasil sobre como a gestão municipal pode contribuir para um melhor aproveitamento dos recursos minerais. Hoje ele é presidente do Instituto de Desenvolvimento de Territórios Mineradores (IDTM), braço social da Associação dos Municípios Mineradores do Brasil (Amib).

Cabido ressaltou a importância da participação comunitária no evento promovido pela Prefeitura e pelo Governo do Estado. Mais de 200 pessoas lotaram o auditório da Prefeitura. Ele ainda ressaltou a qualidade das intervenções e disse que a previsão de esgotamento da reserva de Carajás, prevista hoje para 80 anos de exploração, não deve ser considerado como o prazo para o fim do ciclo minerador no município. Este, ressaltou ele, pode se dar antes do esgotamento da reserva devido a fatores econômicos globais, como a queda do preço do minério no mercado internacional.

“Veja o caso do automóvel, já não existe mais tanto ferro ou aço na composição de um automóvel. O ferro já não é mais tão importante no processo de crescimento urbano em muitos países. Com os avanços técnicos na elaboração de novos materiais e com a tecnologia da engenharia, ele há de deixar de ser no futuro tão importante no mercado. Além disso, há outras reservas no mundo, como na África, onde o acesso aos mercados da Europa e Ásia são mais fáceis”, ressaltou Cabido.

Entre tantas questões importantes levantadas durante o evento, esteve uma suscitada por um administrador de um município vizinho. Ele afirmou que muitos trabalhadores que migram para a região em busca de melhores condições de trabalho acabam se fixando no município vizinho, pois o custo de vida em Parauapebas se tornou muito alto. Porém, ressaltou ele, o município, com todas as suas deficiências, não recebe nenhuma participação nos royalties da mineração em Carajás.

O prefeito Valmir Mariano respondeu que, de acordo com o que disseram os técnicos e gestores convidados ao evento, a intenção é promover o desenvolvimento regional e para isso é importante a criação de consórcios e a atuação das Associações de Municípios, que, juntos, podem elaborar planos conjuntos de desenvolvimento. A fala do prefeito foi ratificada pelo palestrante mineiro Anderson Cabido, que ressaltou, mais uma vez, a importância do processo de governança promovido pelo governo do Estado e município.

A propósito disso, o secretário especial Sidney Rosa, ressaltou, em sua fala final, que a participação da comunidade é fundamental para o sucesso das políticas públicas do Estado. “Muita gente reclama, mas quantas pessoas da comunidade fazem parte do Conselho Municipal de Educação, por exemplo? É preciso ter a nossa parcela de responsabilidade. Não é somente a escola, mas a família. O dever que você faz em casa com seu filho é importante para a educação dele tanto quanto a escola”, disse o secretário.

O evento contou, ainda, com a participação do diretor de gestão financeira da Vale em Carajás, Gustavo Rios. Ele afirmou que a iniciativa dos governos municipal e estadual vem ao encontro do processo de relacionamento da empresa com a comunidade. E disse que esta participação se faz particularmente necessária no momento em que a crise mundial começa a afetar o faturamento da mesma no mercado internacional. Segundo ele, no ano passado a Vale teve um lucro menor de 13 bilhões de dólares em relação ao ano anterior, graças à crise.

“Em primeiro lugar, a Vale tem a preocupação com o retorno aos seus acionistas, pois sem eles a empresa não existira. Mas temos em igual condição de importância o nosso relacionamento com a comunidade e a minoração dos impactos ambientais e sociais que o processo de mineração pode provocar nos municípios onde ela atua. Por isso nós prestigiamos o evento. Acredito que esse processo de participação deva ser constante”, disse.

(Agência Pará)
terça-feira, 5 de março de 2013
PARÁ | Vale pede que minério de ferro produzido em Carajás tenha procedência reconhecida

PARÁ | Vale pede que minério de ferro produzido em Carajás tenha procedência reconhecida

Mina de Ferro. Foto: Divulgação/Estado de Minas
Inspirada no valor comercial que ganharam os vinhos do Vale dos Vinhedos, do Rio Grande do Sul, o queijo canastra e a cachaça de Salinas, de Minas Gerais, entre outros produtos com procedência reconhecida no país, a Vale quer incluir o minério de ferro de Carajás, no Pará, na mesma categoria. Pedido inusitado para uma commodity mineral (produto básico com preços cotados no exterior), o requerimento foi apresentado em dezembro ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A empresa requer a denominação de origem da matéria-prima que será produzida a partir de 2016 no maior projeto de investimentos em curso da companhia, o S11D, orçado em US$ 19,49 bilhões.

Mais que um espécie de selo de qualidade, os registros de indicação geográfica têm funcionado como proteção e diferencial para melhor remuneração dos produtores de 33 itens já reconhecidos pelo Inpi no Brasil, a maioria alimentos e bebidas. Depois de aprovada, a ideia da gerente de Propriedade Intelectual da Vale, Denise Naimara, e de várias reuniões com os técnicos do instituto para montar um processo que tivesse chances de acolhimento, a mineradora se animou e decidiu estudar um novo pedido com idêntico teor para o minério de ferro de Minas Gerais, ainda sem data para ser colocado no papel. A companhia e o Inpi desconhecem que alguma iniciativa similar tenha sido tomada em qualquer parte do planeta para um produto comercializado na proporção de milhares de toneladas em estado bruto a partir do Brasil.

O registro para o S11D de Carajás será como a chancela de uma marca para o minério de qualidade excepcional dentro do portfólio da mineradora e que vai representar nova era para a mineração no Pará, segundo Luiz Mello, diretor do Instituto Tecnológico Vale (ITV), responsável pelo pedido. O cenário de aperto na concorrência internacional que a Vale enfrenta justifica a corrida para tentar diferenciar o seu produto. Na briga, se misturam ingredientes desafiadores como a queda de preços de minérios e metais no mundo e a necessidade de reduzir custos de produção, ante o crescimento menor da China, principal alavanca do consumo da matéria-prima, e a crise na Europa e nos Estados Unidos.

No pedido, a Vale sustenta uma identidade própria do minério do megaprojeto de Carajás, argumento que levou o Inpi a aprovar vinhos, cachaças, queijos, cafés, biscoito e o artesanato em estanho de São João del-Rei , na Região Central de Minas. Até agora, são raros os produtos de reservas minerais no país que conseguiram entrar nesse grupo: as opalas e joias artesanais feitas da pedra no Piauí, as rochas usadas como revestimento na construção civil encontradas no Rio de Janeiro e o mármore de Cachoeiro de Itapemirim (ES). “Como qualquer produto, o mercado consumidor vai pagar o preço que considera justo, mas imaginamos que com uma denominação de origem fica mais fácil obter esse reconhecimento”, afirma Luiz Mello, do ITV.

Presente da Natureza

Se o café do cerrado mineiro tem o seu registro de procedência em razão de condições de solo e clima que só a região oferece e os biscoitos de São Tiago, na Região Central de Minas, são fruto de uma tradição e identidade cultural da cidade, a Vale insiste nos fatores que distinguem o seu minério: uma composição química que dá ao material qualidade sem precedentes oferecida pela natureza, tornando diferenciado também o tratamento industrial para extração. “Pelas características químicas, é possível identificar a procedência desse minério com uma qualidade excepcional dada pela própria natureza. Por isso, o tratamento industrial tem impacto ambiental reduzido em consumo de água e energia e área de desmatamento, além do ganho de uma baixa emissão de dióxido de carbono”, afirma Luiz Mello.

O pedido é algo novo para os técnicos do Inpi, que não podem se pronunciar antes da avaliação dos requerimentos e do prazo que é dado para contestação dos interessados. As indicações geográficas, como propriedades intelectuais, remetem, em geral, a locais e produtos considerados bens coletivos, segundo Luiz Cláudio Dupin, coordenador de fomento e registro de indicações geográficas do instituto.

“Em 99% dos casos, avaliamos registros que se referem a um patrimônio dos produtores e de um determinado local”, afirma. A denominação de origem é concedida a produtos que têm características vinculadas ao meio geográfico em que ocorrem ou são produzidas, incluindo recursos naturais e humamos que propiciam uma qualidade especial. Na avaliação de Pedro Galdi, analista chefe da SLW Corretora, a tentativa da mineradora de dar uma marca ao minério é mais uma estratégia para aumentar o prêmio pago pelos clientes pela qualidade num mercado mundial que pode ainda demorar para entrar em ritmo de recuperação.

Jazidas mineiras na lista

Na Vale, a busca de registro para o minério de Carajás é entendida como o reconhecimento de um produto de qualidade premium. Para um eventual pedido de denominação de origem do minério de ferro de Minas Gerais, há diversas possibilidades para estudo pela companhia, de acordo com Luiz Mello, do ITV.

Seguindo a linha do pedido relativo ao projeto S11D, a mineradora poderia tentar registro de procedência do minério do projeto Apolo, na região de Caeté, na Grande BH, que depende, ainda, delimitação de áreas de preservação na Serra do Gandarela. As opções relativas a outras reservas, como a de Itabira, lavradas há quase 70 anos, e Mariana, precisam ser analisadas do ponto de vista da mudança de qualidade das jazidas que entraram na era de exploração de minério mais pobre em ferro.

Se a escolha fosse, em tese, o Quadrilátero Ferrífero, toda a rica porção central do estado onde a atividade completou algo próximo de 300 anos, um título de propriedade intelectual já dependeria da união das diversas mineradores que atuam na região.

(Estado de Minas)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
NOTAS RÁPIDAS | Mineração

NOTAS RÁPIDAS | Mineração

 
RECURSOS HÍDRICOS
A outorga para uso de recursos hídricos na mineração foi o primeiro tema discutido pelo Grupo de Trabalho para Aperfeiçoar o Processo de Licenciamento Ambiental (Gtaplam) este ano. Coordenado pela Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), o Gtaplam começou, ontem, os trabalhos em 2013. A reunião teve três subtemas: como funciona o processo de outorga de recursos hídricos na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema); problemas identificados no processo de outorga; e o fluxo de processos em racionalidade do andamento da outorga de licença ambiental. “O Gtaplam é um grande avanço porque reúne governo, empresas e especialistas para discutir temas e buscar um acordo razoável”, avaliou a secretária adjunta da Seicom, Maria Amélia Enriquez, destacando que as soluções apontadas durante as reuniões são encaminhadas à Sema e que, algumas já foram adotadas.
O Liberal (27-02-2013)
   
VALE 
A mineradora Vale apresentou o primeiro prejuízo trimestral dos últimos dez anos: 5,6 bilhões de reais referentes ao período de operação entre outubro e dezembro de 2012. No ano, lucro foi de 9,7 bilhões de reais - valor bem menor aos 37,8 bilhões de reais conquistados em 2011. A maior empresa de mineração do país atribuiu o resultado negativo à queda dos preços de minérios e metais, com exceção do ouro. Segundo relatório da empresa, “os preços do minério de ferro se tornaram muito mais voláteis, demonstrando grande volatilidade de baixa especialmente no terceiro trimestre do ano”.
Exame | Mineração (27/02?2013) 
 
SETOR EXTRATIVO MINERAL
Mesmo com um pequeno recuo no mês de janeiro, o Pará continua sendo o estado da região Norte que mais gerou empregos formais no setor extrativo mineral nos últimos doze meses. Essa foi a constatação do balanço sobre a flutuação dos postos de trabalho no setor realizado pelo Dieese no Pará (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O estudo divulgado nesta segunda-feira (25) tem base em dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho.
Portal ORM - Online / Plantão - Economia (26/02/2013) 
 
NOVO CÓDIGO DE MINERAÇÃO
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, prometeu discutir o texto do novo Código de Mineração com os líderes da base aliada, antes do envio da matéria ao Congresso. O governo bateu o martelo sobre duas questões: elevar o valor dos royalties cobrados das mineradoras e endurecer a liberação de autorizações para pesquisa e exploração de lavras. O suspense decorrente de quatro anos de atraso deixou as mineradoras apreensivas, sobretudo diante da queda dos preços das commodities, como o minério de ferro. Acham que o cenário não favorece o aumento de tributos. Após idas e vindas do projeto entre os ministérios de Minas e Energia, da Fazenda, e a Casa Civil, as discussões estão na reta final, conduzidas pela ministra Gleisi Hoffmann. O governo decidiu enviar a matéria ao Congresso por meio de medida provisória.
Estadão (25/02/2013)

VALE
Ouro 1 - A Vale assinou acordo com a Silver Wheaton Corp. (SLW), empresa canadense com ações negociadas na Toronto Stock Exchange e New York Stock Exchange, para vender 25% dos fluxos de ouro pagável produzidos como subproduto da mina de cobre do Salobo durante a vida da mina e 70% dos fluxos de ouro pagável produzido como subproduto das minas de níquel de Sudbury – Coleman, Copper Cliff, Creighton, Garson, Stobie, Totten e Victor – por 20 anos.

Ouro 2 - A Vale receberá um pagamento inicial em dinheiro no valor de US$ 1,9 bilhão, mais 10 milhões de warrants da SLW com preço de exercício de US$ 65 e prazo de 10 anos, cujo valor é estimado em US$ 100 milhões. A quantia de US$ 1,33 bilhão será paga por 25% do ouro pagável produzido como subproduto do Salobo, enquanto US$ 570 milhões mais os 10 milhões de warrants da SLW serão recebidos em troca de 70% do ouro pagável produzido como subproduto das minas de Sudbury.

Ouro 3 - A transação libera considerável valor contido nos ativos de metais básicos de classe mundial, na medida em que atribui ao ouro pagável produzido como subproduto do Salobo o valor de US$ 5,32 bilhões, além dos pagamentos de US$ 400 por onça de ouro entregue, dado que não haverá custos adicionais para a extração do ouro contido no concentrado de cobre produzido pelo Salobo. O capex estimado para o Salobo – Salobo I e Salobo II – com capacidade nominal de 200.000 toneladas anuais de cobre em concentrado mais o ouro produzido como subproduto, é de US$ 4,2 bilhões, dos quais US$ 3,05 bilhões foram investidos até 31 de dezembro de 2012.
Diário do Pará - Economia / Bacana (24/02/2013)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
MARANHÃO | MPT pede indenização de R$ 37,8 milhões a Vale

MARANHÃO | MPT pede indenização de R$ 37,8 milhões a Vale

Terminal Portuário Ponta da Madeira. Foto: Reprodução/Internet
O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) entrou com uma ação civil pública contra a Vale, alegando violações a regras ambientais e de segurança do trabalho. Os procuradores pedem uma indenização de R$ 37,8 milhões à mineradora por dano moral coletivo.

Em comunicado, o MPT diz que investiga a Vale desde 2007 e já instaurou seis inquéritos civis para apurar denúncias de "irregularidades e acidentes de trabalho que resultaram na morte de cinco funcionários".

Iniciada no fim do ano passado, a ação corre na 7ª Vara do Trabalho de São Luís. Os procuradores Anya Gadelha, Maurel Selares e Christiane Nogueira recomendaram o cumprimento de 38 obrigações e sugeriram a aplicação de multa diária de R$ 200 mil por medida desobedecida. "A empresa, ao longo dos anos em que está instalada no Maranhão, vem desrespeitando normas elementares de segurança e saúde no trabalho, construindo cenários macabros de acidentes de trabalho fatais que chocaram a sociedade maranhense", afirma Gadelha na nota.

Os procuradores citam o episódio em que sete trabalhadores que prestavam serviço para a Vale no Píer III do terminal portuário da Ponta da Madeira, em São Luís, foram atingidos por uma calha do transportador de minério, em abril de 2010. Segundo o MPT, dois morreram e os outros cinco sofreram lesões.
 
Em nota, a Vale informa que "já apresentou todos os argumentos e documentos que demonstram o cumprimento das normas de saúde e segurança do trabalho, bem como as boas práticas adotadas para eliminação de ocorrência de acidentes". A mineradora afirma que prioriza a saúde e segurança de seus funcionários e contratados.

(ESTADÃO - Economia/Negócios)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
PROJETO ONÇA-PUMA | Tribunal Regional Federal decide que ação contra mineradora da Vale será julgada no Pará

PROJETO ONÇA-PUMA | Tribunal Regional Federal decide que ação contra mineradora da Vale será julgada no Pará

Vista aérea do Projeto Onça-Puma, da Vale - Foto: Reprodução
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região  (TRF-1), em Brasília, decidiu que será julgado pela Justiça Federal em Redenção, no sudeste do Pará, o processo em que o Ministério Público Federal (MPF) denuncia irregularidades no licenciamento ambiental de atividades do projeto Onça-Puma, da mineradora Vale.

No final de 2012, o juiz federal Adelmar Aires Pimenta da Silva, que atua em Redenção, havia determinado o envio do caso ao Superior Tribunal Federal (STF). O procurador da República  Leonardo Cervino Martinelli recorreu ao TRF-1 e, nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, o MPF teve acesso à íntegra da decisão do tribunal.

Na decisão do TRF-1, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins acata os argumentos do MPF, considerando que o caso não apresenta conflito federativo. “Além da controvérsia travada nos autos de origem não contrapor interesses de entes estatais, na medida em que não se pode confundir a instituição Ministério Público com a pessoa jurídica União, a lide ali instaurada não representa qualquer potencial ofensivo ao pacto federativo”, registra a decisão do TRF-1. 

O juiz federal em Redenção havia considerado que, como o MPF é um órgão da União, teria provocado um conflito federativo ao acusar o Estado do Pará de praticar irregularidades na expedição de licenças ambientais para exploração mineral. Para o procurador da República Leonardo Cervino Martinelli, essa interpretação foi exagerada. 

“Da análise da jurisprudência, extrai-se que a caracterização do chamado 'conflito federativo' demanda não apenas a existência de litígio entre aqueles entes (União, Estados, Distrito Federal e as respectivas entidades da administração indireta), taxativamente previstos no dispositivo constitucional em questão, mas também que tal litígio possa importar seja em potencial desestabilização do próprio pacto federativo, seja em potencial quebra do equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira", argumentou o procurador da República no recurso ao TRF-1.

Histórico processual

Em maio de 2012, o MPF ajuizou ação civil pública contra a Vale, a Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) pedindo a suspensão imediata das atividades da Mineração Onça-Puma, empreendimento de extração de níquel da Vale em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, até que sejam cumpridas as medidas  de compensação e redução dos impactos sobre os índios Xikrin e Kayapó.

O MPF também quer a condenação da Vale ao pagamento de todos os danos materiais e morais causados aos índios desde maio de 2010, prazo em que o empreendimento funcionou sem cumprir as medidas compensatórias (também chamadas de condicionantes). As indenizações devem ultrapassar R$ 1 milhão por mês para cada comunidade afetada. 

O MPF sustenta que a Sema impôs condicionantes ao empreendimento para assegurar a sobrevivência física e cultural dos povos indígenas afetados mas concedeu todas as licenças sem cobrar o cumprimento de condicionantes, permitindo uma situação em que os prejuízos se concretizaram para os índios e a mineradora recolhe os lucros sem cumprir obrigação nenhuma.
Mesmo sem cumprir nenhuma condicionante na fase de licença prévia, a Vale conseguiu todas as licenças posteriores, e a Sema nunca cobrou o cumprimento das condicionantes que ela mesma tinha imposto com base nos estudos etnológicos de impacto sobre as Terras Indígenas Xikrin do Cateté e Kayapó. 

A Funai também é ré no processo porque demorou quase cinco anos para emitir um parecer sobre os estudos de impacto, que era necessário para dar andamento aos programas de compensação ambiental. Enquanto a Funai permanecia inerte, a Vale foi obtendo todas as licenças da Sema e o projeto se iniciou sem nenhuma garantia aos índios. 

Os estudos, feitos pela própria Vale e aprovados pela Funai com enorme atraso enumeram impactos severos sobre a Terra Indígena Xikrin do Cateté, onde vivem cerca de mil índios: pressão de invasões sobre o território indígena, risco de contaminação no rio Cateté, de onde os Xikrin tiram o sustento, poluição sonora e do ar pela proximidade da usina metalúrgica do empreendimento.

A Terra Indígena Kayapó, notadamente as aldeias Aukre, Pykararankre, Kendjam e Kikretum, com cerca de 4,5 mil índios, também é afetada pela mineração de níquel da Vale, principalmente pelo fluxo migracional que gera pressão de invasores e madeireiros sobre a terra, diz a ação do MPF.
Desde agosto de 2008 já está ocorrendo o decapeamento do minério, lavra e formação de pilhas de estéril e minério no projeto, que fica bem ao lado da Terra Xikrin.

Para o MPF, além da obrigação de implantar os programas de mitigação e compensação, a Vale deve ser obrigada a indenizar os índios em valores calculados de acordo com o tempo em que as atividades econômicas estão funcionando, causando impactos e gerando lucros sem compensação.

Processo nº 0000149-74.2013.4.01.0000 – Tribunal Regional Federal na 1ª Região
Íntegra do recurso
Íntegra da decisão do TRF-1
Acompanhamento processual

(MPF/PRPA - ASCOM)
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