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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
ALCOA | DNPM cobra suposta dívida por exploração mineral em Juruti (PA)

ALCOA | DNPM cobra suposta dívida por exploração mineral em Juruti (PA)



O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) está cobrando uma suposta dívida milionária da Alcoa por exploração mineral em Juruti, oeste do Pará. A empresa é acusada de não recolher os royalties corretamente à União pela exploração de bauxita no município.

A mineradora é alvo de três processos administrativos que cobram o recolhimento devido da Compensação Financeira sobre a Exploração Mineral (Cfem). Os processos tramitam no DNPM, o órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia responsável pela fiscalização do repasse.

O valor da Cfem é dividido entre a União, Estado e o Município, que fica com maior parte da verba (65%). De acordo com uma empresa de consultoria ambiental e mineral, que está acompanhando o caso, um processo de 2009, quando a mineradora começou a funcionar no município, requer o pagamento de R$ 6.505.397,05, e outro processo de 2011 requer o pagamento de R$ 10.333.732,19. Juntos somam valor superior a R$ 17 milhões, sem correções. Segundo a empresa de consultoria, o cálculo da suposta dívida dos anos 2012, 2013 e 2014 ainda não foi concluído.

 De acordo com o diretor presidente da empresa de consultoria, Antonio Carlos Penha, a Alcoa estava repassando um valor de aproximadamente R$ 600 mil por mês de Cfem, o que representa somente a metade do que deveria repassar. Segundo ele, a mineradora calculou errado o valor. “A Alcoa usa como parâmetro para calcular o valor da Cfem o transporte até o porto de Juruti, na concepção da Alcoa, e não o porto do Itaqui, em São Luis [MA]. Em vez de ela usar o Itaqui, como entende o DNPM, que é lá que sofre o processo de transformação, a fase de digestão, que nós chamamos, ela entende que a base de cálculo tem que ser feita tendo o porto de Juruti como referência”, explicou.

Em nota, a Alcoa esclareceu que o recolhimento mensal varia de acordo com o volume produzido, que nos últimos meses tem sido em torno de R$ 1 milhão. Em relação aos três processos, a mineradora afirmou que a empresa e o DNPM discutem a base de cálculo da compensação. “Estes processos estão em fase de análise e julgamento pelos órgãos competentes”, diz a nota.

O cálculo total da suposta dívida está sendo feito pelo DNPM que, em nota, disse que não vai se manifestar, pois o caso está na Justiça.

A unidade da Alcoa em Juruti opera desde setembro de 2009. De acordo com a mineradora, a capacidade produtiva inicial foi de 2,6 milhões de toneladas métricas anuais e, atualmente, a capacidade é de 3 milhões de toneladas métricas/ano.

Caso o cálculo do DNPM esteja correto, o maior prejudicado será o município, pois o dinheiro que não está sendo recolhido poderia ser investido em melhorias. De acordo com o prefeito Marcos Dolzane, caso seja confirmada a dívida, o município pode entrar com uma ação de restituição. "Se este levantamento que está sendo feito pelo DNPM estiver correto, há uma diferença na receita da Prefeitura. A gente não tem certeza se realmente isso está acontecendo. A Alcoa paga o Cfem, que é o imposto sobre a extração de minério que é embarcado no porto de Juruti, que está em torno de R$ 550 mil a R$ 600 mil por mês", afirmou.

A Alcoa informou ao G1 que cumpre rigorosamente a legislação brasileira e faz o devido recolhimento de todos os tributos e compensações pertinentes às suas operações. "Entre 2009, quando iniciou suas operações em Juruti, e dezembro de 2014, a empresa já recolheu cerca de R$ 55 milhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) naquela localidade", disse em nota.

(G1Santarém)
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
PARÁ | Oito mineradoras aderem ao protocolo de atração de novos fornecedores

PARÁ | Oito mineradoras aderem ao protocolo de atração de novos fornecedores


A Mineração Rio do Norte (MRN), que opera a extração de bauxita (minério do alumínio), na localidade de Porto Trombetas, município de Oriximiná, a 880 quilômetros de Belém, encerrou na segunda-feira (27) a primeira etapa das assinaturas do Termo de Cooperação Técnica do Plano de Atração de Novos Negócios (PANN).

No total, oito mineradoras que desenvolvem atividades no Estado aderiram ao protocolo desenhado para incentivar e facilitar a instalação de novas empresas do setor no Pará, em especial os fornecedores da cadeia industrial. “São oito mineradoras no protocolo. Se cada uma indicar quatro fornecedores, serão 36 empresas, mas uma das signatárias já indicou 20 prováveis fornecedores do setor”, disse o diretor de Indústria e Atração de Investimentos da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Rodrigo Garcia.

Após a indicação dos prováveis fornecedores pelas mineradoras, a equipe de atração da Seicom vai a campo para contatar e explicar em detalhes as vantagens de participar do programa. Um dos diferenciais do plano está no “Selo de Prioridade”, lançado em janeiro deste ano na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fesp).

“Este trabalho de atração de novos fornecedores para a indústria mineral no Estado é fundamental até para a logística das empresas com reflexo direto na redução de custos e participação mais expressiva do setor no desenvolvimento sustentável do estado”, destacou o titular da Seicom, David Leal.

O evento de adesão da MRN ao plano de atração ocorreu na sede do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), com a participação dos secretários de Estado David Leal (Seicom) e Daniel Nardin (Secom), do presidente do Simineral, José Fernando Gomes, do diretor de Indústria e Atração de Investimento da Seicom, Rodrigo Garcia, do ex-presidente da MRN Júlio Sanna e do atual presidente da mineradora, Silvano Andrade.

Ao agradecer pela acolhida que teve do Estado e da direção do Simineral, Silvano Andrade ressaltou que se sentia muito prestigiado por todos e garantiu que a MRN estava fazendo uma transição tranquila, ao se referir ao trabalho e planejamento deixados pelo seu antecessor no cargo, Júlio Sanna, “que liderou de frente desde a primeira hora todo esse processo”, afiançou.

“O governo é um parceiro da MRN no setor mineral e isto é muito proveitoso. A Seicom é uma agenda prioritária pro nosso trabalho, é a secretaria de interlocução do nosso setor”, completou Silvano Andrade. Uma das novidades no setor, lembrada no discurso do novo presidente da MRN, é a diversificação do setor mineral no Estado com a participação de outras empresas. Este fato fez o secretário David Leal lembrar a força das pequenas mineradoras hoje no Pará.

As oito mineradoras que assinaram o documento junto ao Governo do Pará, via Seicom, são a Vale, Down Corning, Imerys, Colossus, Norks Hydro, Alcoa, Votorantim Metais e Mineração Rio do Norte.

(Ascom/Seicom)
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