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sexta-feira, 20 de maio de 2016
#MINERAÇÃO | Feira internacional vai reunir principais mineradoras e grandes fornecedores em Parauapebas

#MINERAÇÃO | Feira internacional vai reunir principais mineradoras e grandes fornecedores em Parauapebas



A primeira feira internacional voltada para o segmento de mineração em Parauapebas (PA), no Complexo Minerador de Carajás, já tem data e local definidos. Entre os dias 23 e 26 de novembro de 2016, acontecerá a 1ª Emina – Exposição de Mineração, evento que vai reunir as principais empresas do setor, na maior província mineral do mundo.

A cidade, com apenas 183 mil habitantes, atrai cada vez mais investidores porque conta atualmente com os maiores projetos de mineração em operação do mundo em Ferro (Carajás e S11D), Cobre (Projeto Antas e Salobo) e Manganês (Mina do Azul).

Apesar de pouco conhecida do público em geral, a região tem números que impressionam. Em 2014, a cidade foi a maior exportadora do Brasil, com US$ 7,619 bilhões. Para se ter uma ideia, em segundo e terceiro lugares ficaram o Rio de Janeiro (RJ), com US$ 7,489 bilhões; e São Paulo (SP), com US$ 7,322 bilhões, respectivamente.

Não à toa, Parauapebas registrou também o maior superávit comercial daquele ano, com US$ 7,488 bilhões. O montante ficou muito acima dos demais, já que Anchieta (ES) apresentou US$ 3,500 bilhões; e Santos (SP), com US$ 3,340 bilhões, foram as cidades que ficaram mais próximas.

"Com tanto potencial, a Emina surgiu da necessidade de aproximar fornecedores das principais mineradoras da região, tendo em vista que Parauapebas possui grandes jazidas de ferro, cobre, níquel, ouro e manganês", explica Dafne Fonseca, sócia diretora da Formulae, organizadora do evento.

Além da exposição, a Emina contará também com rodada de negócios, cursos e palestrantes renomados. Entre os temas que serão abordados estão Sustentabilidade; Inovação & Novas Tecnologias; Pesquisa Mineral; Economia Mineral; Mineração Subterrânea; Barragens; Mina a Céu Aberto; Tratamento e Beneficiamento.

"A Emina chega para fomentar novidades em tecnologia, equipamentos, softwares além da discussão das perspectivas dos negócios para as próximas décadas anunciadas pelas mineradoras. Em outras palavras, será o principal evento do ano para o setor", garante Dafne.

Sobre a Formulae

A Formulae é uma agência de eventos corporativos que, com criatividade, promove experiências genuínas traduzindo a essência das marcas e o objetivo definido de cada evento. Com sede em São Paulo (SP), a Formulae realiza eventos corporativos, feiras e congressos em todas as regiões do país, atuando na criação, desenvolvimento e produção.

Website: https://formulae.co/emina/

Fonte: EXAME.com
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
MINERAÇÃO | Marabá bate recorde histórico com royalties

MINERAÇÃO | Marabá bate recorde histórico com royalties


No dia 7 de Setembro, o município de Marabá recebeu, por meio da conta-corrente de sua prefeitura municipal, R$ 4.527.327,95 em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), referente à extração de minérios do mês de julho. O montante é o maior já recolhido por Marabá desde que a Cfem começou a ser paga no Brasil por força de lei.

No município, os maiores pagadores de royalties são a mineradora multinacional Vale, que explora cobre em concentrado via projeto Salobo, e a empresa Buritirama, que extrai manganês em projeto que leva o nome da mineradora.

Os R$ 4,5 milhões recebidos por Marabá são superiores aos royalties arrecadados pelo município durante todo o ano de 2010. No acumulado deste ano, já são R$ 27.723.138,55 depositados na conta da prefeitura local, mas até o dia 7 de dezembro cerca de R$ 10 milhões ainda vão agitar a mesma conta bancária, oriundos da lavra dos meses de agosto, setembro e outubro.


O ano de 2015 consolida Marabá no cenário da indústria extrativa mineral. Nele, o município ultrapassou Canaã dos Carajás como o maior receptor de royalties de cobre e se firmou como o maior produtor do mesmo metal no país.

Atualmente, dos 2.486 municípios mineradores do Brasil, Marabá ocupa a sétima colocação em movimentação de recursos, com a impressionante cifra de R$ 1.953.675.043,43, referente ao período de janeiro a agosto deste ano. Em termos comparativos, é possível dizer que apenas o que se movimentou em mineração em Marabá é superior à produção de riquezas de 5.265 municípios brasileiros. Apenas o vizinho Parauapebas e os mineiros Nova Lima, Mariana, Congonhas, Itabira e Itabirito realizam operações minerárias maiores.

Porém, enquanto as operações de Marabá crescem, por se tratar de cobre em concentrado, as dos primeiros colocados despencam, porque todos eles têm no minério de ferro o motor propulsor de sua geração de riquezas, e o produto não anda em seus melhores dias.


ECONOMIA X SOCIEDADE

Se a produção marabaense vai enfeitando a balança comercial Brasil afora, amparada majoritariamente por cobre, Marabá adentro o bicho pega. É o que revela o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em pesquisa divulgada no início da semana passada. Por meio do estudo "Atlas da Vulnerabilidade Social", a partir do qual foi criado o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), um indicador que mede o grau de exclusão social nos municípios, fica claro que a geração de riquezas marabaense está distante da realidade de grande parte da população.

Gargalos em saneamento básico, distribuição de renda e mortalidade infantil dão o tom de subdesenvolvimento a um dos municípios economicamente mais promissores da Amazônia. Conforme os indicadores do Ipea, a situação social de Marabá é equivalente à do Brasil no início da década passada, isto é, um atraso de dez a 15 anos em relação à média nacional, num Brasil que não é lá modelo de adiantamento social.

Marabá, a "Rainha do Tocantins", vive – com suas riquezas naturais e suas mazelas – o eterno drama da Viúva Porcina, personagem pitoresca na trama "Roque Santeiro", sucesso da teledramaturgia de 1985, ano em que o primeiro carregamento de minério foi realizado via Estrada de Ferro Carajás (EFC). É simplesmente aquela que foi (economicamente rica) sem nunca ter sido (socialmente desenvolvida).


Parauapebas amarga pior arrecadação em cinco anos

Da dependência do Brasil em relação às ordens da Europa, há dois séculos, para a dependência crônica de Parauapebas em relação à mineradora multinacional Vale atualmente, pouca coisa mudou – e, em verdade, só o modo de operação, com uma maquiada tecnológica aqui e acolá na tática de exploração.

Há pelo menos 24 anos, o dia 7 de cada mês é um dos mais aguardados pela Prefeitura Municipal de Parauapebas por motivo nada independente: nesse dia, a conta amanhece abastecida com a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), os royalties que a mineradora Vale é obrigada a pagar, por força da Constituição de 1988. A Cfem foi regulamentada, de fato, pelas leis 7.990, de 1989, e 8.001, de 1990, e enfatizada pelo primeiro decreto presidencial assinado no ano de 1991.

Desde 1991, a mineradora Vale compensa o município de Parauapebas em valores variáveis, que, primeiramente, vão parar na conta do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Com o dinheiro em mãos, o DNPM, órgão do Governo Federal, tira logo sua parte, de 12%, que será rateada em 2% para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e outros 2% para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em seguida, a conta administrada pelo governador Simão Jatene, no Palácio dos Despachos, em Belém, recebe do DNPM 23% dos royalties recolhidos em Parauapebas. É a parte que cabe ao Estado onde o município produtor de minério se localiza.

Por último, geralmente no dia 7 ou 6, caem os 65% de cota-parte devidos ao município de Parauapebas, sociedade mais interessada nisso tudo – ao menos, teoricamente.

Muito desejados tempos atrás, os royalties já não são mais motivo de orgulho e prazer. Num passado não muito distante, o dia 7 era sinônimo de conta abarrotada para a prefeitura local porque os royalties eram a principal fonte de recursos. De certa forma, era vantajoso e atrativo para o município ser economicamente dependente do minério.

Porém, como cantaria Nelson Ned, se vivo estivesse, num de seus clássicos de 1969: "Mas tudo passa tudo, passará; e nada fica, nada ficará". E, em 2015, os royalties chegaram a seus valores mais críticos dos últimos 5 anos, mesmo com a extração de minérios tendo aumentado quase 20% no período, saltando de 101,17 milhões de toneladas (Mt) em 2010 para 119,66 Mt em 2014.

A selvageria na produção de minério de ferro pelas maiores mineradoras do mundo e a desaceleração da demanda China, maior compradora do globo, derrubaram os preços da commodity, e isso afetou diretamente a economia parauapebense, extremamente dependente num 7 de Setembro de "independência".


Fonte da riqueza no Pebas está quase seca

O município de Parauapebas, grande locomotiva da economia paraense em razão da indústria extrativa de minério de ferro, está desacelerando, quase parando. A cada dia de 2015, as estatísticas econômicas para a "Capital do Minério" são as piores possíveis.

O mês de agosto, entrou para a história como o do desgosto nas finanças municipais: os royalties de mineração chegaram ao menor valor desde junho de 2010. O impacto disso é catastrófico para todos os seus habitantes.

Em agosto, a conta-corrente da Prefeitura Municipal de Parauapebas recebeu como mesada "míseros" R$ 7.250.086,39. O menor valor antes desse, recebido em junho de cinco anos atrás, foi de R$ 5.889.328,09. Na prática, à medida que a arrecadação de royalties volta no tempo, as demandas sociais aumentam e terão de ser, impiedosamente, empurradas com a barriga, à espera de bons tempos ou de se contar com a sorte.

Em 2010, quando a arrecadação média mensal era de R$ 11,5 milhões, a população municipal era de 154 mil habitantes. De lá para cá, Parauapebas ganhou 36 mil novos moradores (praticamente um Canaã dos Carajás inteiro de gente para afogar ainda mais a demanda por serviços sociais básicos), mas se vê às voltas com uma arrecadação média de R$ 12,4 milhões. Proporcionalmente, o recolhimento médio da Cfem não acompanhou a evolução populacional.

Na comparação com 2011, 2012, 2013 e 2014, o ano atual se mostra um verdadeiro retrocesso financeiro para Parauapebas.

No dia 7 de Setembro, Parauapebas recebeu R$ 11.448.358,13. No acumulado do ano, são R$ 111.363.657,16 recolhidos pela prefeitura. Só que esse valor é "mixaria" perto dos R$ 128.023.565,36 recolhidos apenas no mês de fevereiro de 2013, denotando o quanto o município vem remando contra a maré.

O município deve encerrar este ano com R$ 148,5 milhões de royalties recolhidos, o menor valor – até então – da década.


População está ficando cada dia mais endividada

A população parauapebense está pelo fio da navalha, isto é, a cada dia ficando mais falida e endividada, revelam dados de uma pesquisa do Serasa Experian, por meio de seu mapa da inadimplência. Entre os municípios da região, Parauapebas lidera em quantidade de pessoas com o nome "sujo", aquelas que deixaram de pagar as contas em dia.

Uma lida atenta nos editais publicados em jornais impressos locais, e são contabilizados dezenas de nomes de pessoas que devem terrenos comprados em prestações a perder de vista. Há casos em que uma mesma pessoa deve, em seu CPF, dois, três, quatro terrenos e é citada por inadimplência. É uma exposição ao ridículo desnecessária, mas vá dizer isso às imobiliárias gananciosas, que movimentaram a expectativa de milhares de pessoas, as quais meteram a cara na compra de lotes para abrir "negócios" e creram, inadvertida e piamente, que a multiplicação de quitinetes Parauapebas adentro seria uma fonte de renda sustentável – perspectiva que começou a ser frustrada em 2013 e, de maneira mais severa, a partir de 2014.

À medida que se endivida, a população parauapebense se atola em impostos: do primeiro dia deste ano até hoje, R$ 390 milhões pagos, quantia com a qual seria possível construir mais de 11.135 casas de 40 metros quadrados cada, conforme informa o portal do Impostômetro.

Além das dívidas na praça e de mais e mais contas (leia-se: impostos) a pagar, a população de Parauapebas vai perdendo emprego, e o município bate todas as taxas da região em índice de desocupados. De antiga "terra do trabalho", Parauapebas vai se tornando terra de desempregados, cuja consequência mais imediata é a elevação de todos os indicadores de violência. Não à toa, vem figurando, desde 2010, como um dos municípios mais assassinos do Pará, poucas mortes atrás de Ananindeua, Marabá e Altamira. Também é um "centro próspero" de ladrões e de "dois na moto preta", que geralmente atacam à noite para tomar celular e o que mais o cidadão tiver, inclusive a dignidade.

Essa é apenas uma das características de empobrecimento de um município tão rico em recursos naturais e que, por isso, tem todos os ingredientes para ser independente e autossustentável. Mas jamais encontrou o caminho, a não ser o das pedras não preciosas. 
 
(Surgiu)
sexta-feira, 22 de março de 2013
PARÁ | Sedip e Seicom promovem oficina sobre royalties da mineração em Parauapebas

PARÁ | Sedip e Seicom promovem oficina sobre royalties da mineração em Parauapebas

O Secretário Especial de Governo, Sidney Rosa (SEDIP), abriu a 8ª Oficina. Foto: ANDERSON SOUZA/DIVULGAÇÃO
Qual o futuro da mineração no Pará? Mais do que responder a essa pergunta, com interesse na atividade extrativista em si, o Governo do Pará quer saber como a atividade pode colaborar para o aumento da qualidade de vida dos paraenses. Foi com esse intuito que o secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), Sidney Rosa, abriu no auditório da prefeitura de Parauapebas a 8ª Oficina Royalties e o Desenvolvimento Regional, realizada no último dia 20.

Promovida pela pasta de Sidney Rosa e executada pela Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), a oficina faz parte do processo de participação social para a composição do Plano de Mineração do Estado do Pará. Esse documento vai nortear as políticas pública para a gestão do setor, antecipando-se à revisão do marco legal de exploração mineradora no Brasil, que está sendo reelaborado pelo Governo Federal e será encaminhado ao Congresso Nacional em breve.

Sidney Rosa ressaltou que a população paraense deve ter conhecimentos sólidos sobre a atividade mineradora, dada a sua importância para a economia do estado. “Não importa o quão grande essa atividade é, nós devemos conhecê-la em seus detalhes”, afirmou.

Com a colaboração da Prefeitura Municipal, a oficina foi aberta com a explanação da secretária adjunta da Seicom, Maria Amélia Enriquez, que também é doutora em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UNB) com trabalhos na linha de pesquisa da mineração. Ela explicou os detalhes da nova legislação que tem sido discutida entre os estados e o governo federal. Enriquez, inclusive, trabalhou no Ministério de Minas e Energia durante oito anos, ajudando a construir o plano nacional do setor, que deve ser implantado em breve.

Para Enriquez, a correção de algumas distorções na legislação, como a cobrança de royalties em cima do faturamento bruto, pode aumentar em muito os ganhos dos municípios mineradores e diminuir os prejuízos promovidos atualmente pela legislação que desonera as exportações de produtos não industrializados, ajudando assim a impulsionar o desenvolvimento regional. Ela usou o caso de Parauapebas, que arrecada em taxas e contribuições por participação no PIB do estado mais do que Belém, como exemplo. “A grande questão é como esses recursos podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e para diversificar a economia. Isso é importante, pois o ciclo do desenvolvimento econômico do minério vai passar e o boom da mineração deve ser aproveitado pela gestão municipal e estadual”, explicou a doutora.

Para falar sobre o assunto, o Governo do Estado levou a Parauapebas o ex-prefeito do município de Congonhas (MG), Anderson Cabido, que é referência no Brasil sobre como a gestão municipal pode contribuir para um melhor aproveitamento dos recursos minerais. Hoje ele é presidente do Instituto de Desenvolvimento de Territórios Mineradores (IDTM), braço social da Associação dos Municípios Mineradores do Brasil (Amib).

Cabido ressaltou a importância da participação comunitária no evento promovido pela Prefeitura e pelo Governo do Estado. Mais de 200 pessoas lotaram o auditório da Prefeitura. Ele ainda ressaltou a qualidade das intervenções e disse que a previsão de esgotamento da reserva de Carajás, prevista hoje para 80 anos de exploração, não deve ser considerado como o prazo para o fim do ciclo minerador no município. Este, ressaltou ele, pode se dar antes do esgotamento da reserva devido a fatores econômicos globais, como a queda do preço do minério no mercado internacional.

“Veja o caso do automóvel, já não existe mais tanto ferro ou aço na composição de um automóvel. O ferro já não é mais tão importante no processo de crescimento urbano em muitos países. Com os avanços técnicos na elaboração de novos materiais e com a tecnologia da engenharia, ele há de deixar de ser no futuro tão importante no mercado. Além disso, há outras reservas no mundo, como na África, onde o acesso aos mercados da Europa e Ásia são mais fáceis”, ressaltou Cabido.

Entre tantas questões importantes levantadas durante o evento, esteve uma suscitada por um administrador de um município vizinho. Ele afirmou que muitos trabalhadores que migram para a região em busca de melhores condições de trabalho acabam se fixando no município vizinho, pois o custo de vida em Parauapebas se tornou muito alto. Porém, ressaltou ele, o município, com todas as suas deficiências, não recebe nenhuma participação nos royalties da mineração em Carajás.

O prefeito Valmir Mariano respondeu que, de acordo com o que disseram os técnicos e gestores convidados ao evento, a intenção é promover o desenvolvimento regional e para isso é importante a criação de consórcios e a atuação das Associações de Municípios, que, juntos, podem elaborar planos conjuntos de desenvolvimento. A fala do prefeito foi ratificada pelo palestrante mineiro Anderson Cabido, que ressaltou, mais uma vez, a importância do processo de governança promovido pelo governo do Estado e município.

A propósito disso, o secretário especial Sidney Rosa, ressaltou, em sua fala final, que a participação da comunidade é fundamental para o sucesso das políticas públicas do Estado. “Muita gente reclama, mas quantas pessoas da comunidade fazem parte do Conselho Municipal de Educação, por exemplo? É preciso ter a nossa parcela de responsabilidade. Não é somente a escola, mas a família. O dever que você faz em casa com seu filho é importante para a educação dele tanto quanto a escola”, disse o secretário.

O evento contou, ainda, com a participação do diretor de gestão financeira da Vale em Carajás, Gustavo Rios. Ele afirmou que a iniciativa dos governos municipal e estadual vem ao encontro do processo de relacionamento da empresa com a comunidade. E disse que esta participação se faz particularmente necessária no momento em que a crise mundial começa a afetar o faturamento da mesma no mercado internacional. Segundo ele, no ano passado a Vale teve um lucro menor de 13 bilhões de dólares em relação ao ano anterior, graças à crise.

“Em primeiro lugar, a Vale tem a preocupação com o retorno aos seus acionistas, pois sem eles a empresa não existira. Mas temos em igual condição de importância o nosso relacionamento com a comunidade e a minoração dos impactos ambientais e sociais que o processo de mineração pode provocar nos municípios onde ela atua. Por isso nós prestigiamos o evento. Acredito que esse processo de participação deva ser constante”, disse.

(Agência Pará)
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