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terça-feira, 22 de setembro de 2015
MINERAÇÃO | Sistema BR Miner foi apresentado na 16ª Exposibram

MINERAÇÃO | Sistema BR Miner foi apresentado na 16ª Exposibram


O sistema BR Miner foi apresentado na 16ª Exposição Internacional de Mineração (Exposibram), realizada no período de 14 a 17 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

Reunindo grandes nomes do meio empresarial, além de organizações governamentais e privadas, a maior feira da América Latina do setor de mineração reuniu aproximadamente 58 mil pessoas nos quatro dias de evento.

Conforme explica o sócio-proprietário da BR Miner, José Abílio Rocha, a participação da empresa na Exposibram visou divulgar o sistema e aproveitar a qualidade do público que frequentou a feira.

"A participação neste evento foi importante para nossa empresa, pois mostra a necessidade que o setor tem de empresas especialistas nesta área. Nossa expectativa é fechar o ano de 2015 com a gestão de cerca de 5 mil processos. Para o ano que vem, a expectativa é que esse número chegue a 10 mil”, frisa.

OPORTUNIDADES
De forma totalmente inovadora, a empresa possui ainda em seu site a guia oportunidades que funciona como um apoio ao minerador na divulgação de minas e jazidas que estão à venda. A BR Miner possui uma equipe que faz a auditoria técnica (due dilligence) desses ativos à venda e disponibiliza uma avaliação sobre o empreendimento.

“É um processo que atende tanto ao comprador quanto ao vendedor, porque ele pode ter noção da qualidade e condição daquela mina ou jazida. É importante frisar que hoje, a BR miner se apresenta como melhor opção de mercado em termos de custos e de atendimento ao que o mercado precisa", disse.

SISTEMA BR Miner
O sistema BR Miner realiza o monitoramento e a gestão de processos minerais junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para auxiliar empresas do setor. O software, além de fazer o gerenciamento, possui um sistema de notificações, ligado ao Diário Oficial da União e ao DNPM, que alerta o usuário sobre todos os eventos de determinado processo mineral. A BR Miner cobra cerca de R$ 10 por mês para fazer a gestão de cada processo.​
 
A gerente de vendas do sistema BR Miner e geóloga, Raísa Vendas, afirma que muitos visitantes passaram pelo estande e sairam satisfeitos com as vantagens oferecidas pelo produto tecnológico criado em Cuiabá. "As pessoas que vieram aqui gostaram do nosso software. A aceitação do público foi muito boa e ficamos contentes em divulgar nosso trabalho em um evento dessa proporção", conclui.
 
(BR Miner)
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
AMAZONAS | PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro em Maués

AMAZONAS | PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro em Maués


A Polícia Federal no Amazonas, em conjunto com o Exército Brasileiro e Ibama, realizou entre os dias 17 e 18 a deflagração da Operação Policial Filão do Abacaxis, cujo objetivo é desarticular organização criminosa que pratica ações de lavagem de dinheiro decorrente da exploração ilegal de ouro e degradação ambiental junto ao garimpo Filão do Abacaxis, localizado no município de Maués, em plena selva amazônica.

O inquérito policial instaurado para investigar a organização criminosa identificou que a área do garimpo foi invadida a partir do ano de 2012 e vem sendo usada por grupo econômico ligado a uma empresa mineradora para lavar os lucros auferidos com a exploração de ouro retirado do local.

A investigação identificou que aproximadamente 70 hectares de floresta foram derrubados para permitir a exploração do garimpo e que mais de 200 quilos de ouro já foram extraídos do local desde sua invasão em 2012, o que importa na quantia de mais de R$ 27 milhões usurpados do patrimônio da União. Apenas na conta de uma das secretárias da empresa investigada foram movimentados mais de R$ 12 milhões em período inferior a um ano.

Os proprietários do garimpo já foram identificados e tiveram prisão preventiva decretada pela 7ª Vara Federal do Amazonas, cujo cumprimento está sendo realizado nesta sexta.

Além do cumprimento de 3 mandados de prisão, a Polícia Federal cumpre ainda 4 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de condução coercitiva no Amazonas, São Paulo e Santa Catarina.

Por se tratar de área de floresta e para garantir que a prática dos crimes ambientais não tenha continuidade, duas pistas de pouso clandestinas que servem de apoio ao garimpo bem como o maquinário utilizado na extração do ouro estão sendo destruídos mediante parceria com o Exército Brasileiro e o IBAMA.
 
(D24am)
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
AMAZONAS | Deputado denuncia condições precárias de trabalho em mineradora de Presidente Figueiredo

AMAZONAS | Deputado denuncia condições precárias de trabalho em mineradora de Presidente Figueiredo


Morte, risco de dano ambiental e demissões suspeitas de irregularidades. Os problemas envolvendo a Mineração Taboca e os trabalhadores da Vila do Pintinga, no Município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus), foram denunciados na terça-feira (15), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) pelo deputado estadual Dermilson Chagas (PDT).

Segundo o parlamentar, os trabalhadores estão expostos a mais acidentes como o que causou a morte do operário Siegfried Lustosa da Silva no dia 19 de agosto após a caçamba que ele dirigia perder o controle e cair dentro de uma represa. Além disso, um rompimento na estrutura da represa da vila ameaça a fauna local.

Chagas, que é vice-presidente da Comissão de Assistência Social e Trabalho da ALE-AM, afirmou que fará uma visita à empresa e à vila para avaliar as reais condições de trabalho e riscos aos funcionários. O parlamentar solicitou que a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional e Sustentável também acompanhe a inspeção.

“A empresa gera a sua própria energia, mas parte dessa barragem rompeu e isso é um risco para quem trabalha lá. Caso essa barragem rompa de vez, como fica a situação desses trabalhadores? E os danos ao meio ambiente? Precisamos tomar providências e por isso estou propondo, via Comissão do Trabalho e com apoio da Comissão de Meio Ambiente, uma visita ao local. São dois mil trabalhadores. Se demitir e diminuir o trabalho, certamente a arrecadação do município também cai”, disse Dermilson.

Acidente de trabalho

O acidente que provocou a morte de Siegfried Lustosa ocorreu à noite enquanto ele trabalhava transportando pedras para conter o vazamento da barragem e consertar o problema na represa, segundo os trabalhadores demitidos Jocivaldo de Jesus, 35, e José Mário Mendes Oliveira, 48. “Antes da morte de Siegfried outros três acidentes ocorreram. A rampa onde ele subia com um pesado carregamento de material para fechar o buraco da represa é muito inclinada e o carro derrapou. Os outros, como era dia, tiveram calma e desceram a rampa. Ele deve ter se desesperado e caiu na água”, afirmou Jocivaldo.

De acordo com José Mário Oliveira, que trabalhava há cerca de 20 anos em Pitinga, a solução está sendo demitir os funcionários. “Terceirizados foram demitidos e os ligados à empresa também. Eu, em 20 anos de empresa com salário de R$ 2.100, recebi só R$ 17 mil de recisão”, declarou.

Jocivaldo afirmou que os trabalhadores devem pedir na Justiça 12 itens retroativos que são direito do trabalhador e nunca foram pagos. “Risco de periculosidade é um deles”, declarou. Ele também relata os riscos de danos ambientais: “O vazamento que registramos num vídeo é o menor. Há outro maior por baixo. E isso traz um sério risco da represa romper de vez e inundar a mata perto, o que provocaria morte de muitos animais”, afirmou o operário.

O operador de máquinas pesadas José Mário afirma que mais mortes podem ocorrer caso nenhuma providência seja tomada. “A empresa quer saber de produzir e não atende aos itens de segurança. Internamente, há a informação de que a caçamba que estava com o Siegfried tinha problemas”.

BO

Em Boletim de Ocorrência, outro funcionário, Márcio Roberto Mendes, afirmou em depoimento à Policia Civil que ouviu o colega dizer “em tom de desespero que havia perdido o freio” do caminhão.

Sobre a mineradora

Fundada em 1969, a Mineração Taboca começou a atuar em Pitinga nos anos de 1980. Em Pitinga, é feita extração e o beneficiamento dos minérios de cassiterita e columbita, matérias-primas do estanho, metal resistente à corrosão e usado largamente na indústria. De acordo com o site da própria empresa, a Mineração Taboca realiza a fundição do concentrado de cassiterita em sua filial, no interior do Estado de São Paulo, para onde é enviada toda a produção de concentrado de cassiterita obtida no Complexo de Pitinga.

(Em Tempo) 
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