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domingo, 3 de fevereiro de 2013
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NOTAS RÁPIDAS | Blog Mineração na Amazônia

COLOSSUS
A multinacional Colossus fez mais um depósito em conta judicial referente ao repasse mensal para a Cooperativa Mista dos Garimpeiros de Serra Pelada, mantendo os repasses em dia, de acordo com o ajustamento de conduta assinado em 2012 entre a Cooperativa e o MP. Colossus e a cooperativa são parceiras na exploração de ouro em Serra Pelada através da Companhia de Desenvolvimento Mineral, responsável pela implantação da mina.
O Liberal - Repórter 70 (31/01/2013)

CASA IMERYS
A Casa Imerys completou, na sexta-feira 31/01, um ano de atividades em Vila do Conde. O seu projeto social foi idealizado para reunir todas as iniciativas da empresa em Barcarena e, também, para oferecer atividades internas para a comunidade. Este ano o projeto aumentou o número de vagas e comemora seu primeiro ano com muitos avanços.
Amazônia - Adenirson Lage (31/01/2013)

VALE
A Vale está substituindo o papel comum A4, usado em impressoras e copiadoras, por papel ecológico, em todas as unidades operacionais no Brasil. Os novos papeis são feitos a partir da celulose extraída do bagaço de cana-de açúcar, usada na indústria sucro-alcoleira, que permite que a produção seja feita de forma sustentável e com grande redução de rejeitos despejados na natureza. Além disso, o uso do papel é economicamente viável, permitindo à empresa uma redução de custos em 12% em relação ao papel comum. Atualmente, a Vale consome cerca de 34 toneladas de pepel A$ por ano e, com a escolha sustentável, poupará mais de 8 mil árvores.
(Hoje em Dia) 
POLÍTICA MINERAL | Brasil pode criar agência para regular exploração mineral

POLÍTICA MINERAL | Brasil pode criar agência para regular exploração mineral



A atividade é polêmica: se, por um lado, contribui para a economia do País, por outro, provoca a destruição de comunidades indígenas e do meio ambiente

Um dos objetivos do novo marco regulatório é reduzir o impacto ambiental da mineração.

Estima-se que, atualmente, de 300 mil a 500 mil pessoas trabalhem em garimpos no País. A Constituição Federal (artigo 174) determina que o Poder Público deve favorecer a “organização da atividade garimpeira em cooperativas, levando em conta a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social” dos operários. Essa é, portanto, uma das principais bases legais para a extração mineral.

Para corrigir rumos e ajustar o setor à regra constitucional, o Executivo trabalha na elaboração do novo marco regulatório da mineração, a ser enviado ao Congresso - o código em vigor é de 1967 (Decreto-Lei 227/67). Pela proposta do governo, serão criados um conselho e uma agência nacional para reforçar o papel regulador e de fiscalização do Estado.

A criação de um ambiente de segurança jurídica para atrair investimento privado também faz parte dos planos, como explica o ex-secretário de geologia e mineração do Ministério de Minas e Energia Claudio Scliar, que participou da elaboração do texto. “O grande desafio da nova agência será manter a competitividade do mercado de minérios. Queremos que o Brasil continue sendo um país onde a pesquisa e a extração mineral sejam bem-vindas e que a agência permita fazer esse controle, a fim de que as atividades não fiquem paralisadas por anos e anos”, diz.

Impacto ambiental

Scliar acrescenta que um dos objetivos da nova legislação é reduzir o impacto ambiental da mineração. “Indiretamente, a organização do setor mineral da forma como estamos propondo vai resultar em uma extração sustentável, porque é esse controle do Estado que viabiliza que todas as atividades econômicas possam ser benfeitas legalmente”, declara.

Para a região amazônica, por exemplo, será dada ênfase ao macrozoneamento ecológico-econômico da Amazônia Legal para consolidar os diferentes usos do solo e do subsolo, tendo como base os estudos da biodiversidade e da geodiversidade local. Essas ações estão sendo articuladas pelos Ministérios de Meio Ambiente e de Minas e Energia.

Garimpos clandestinos

Na repressão aos garimpos clandestinos, o foco do marco regulatório, segundo Scliar, estará no incentivo à formalização, ou seja, na conscientização dos garimpeiros de que a mineração pode ser um vetor de desenvolvimento regional.

“Algumas situações, muitas vezes e infelizmente, se tornam questões policiais, como em terras indígenas ou invasões de áreas onde é proibida a atividade extrativa mineral, como parques nacionais. Mas há muitas outras regiões nas quais o papel do ministério era o de contribuir para a regularização, a formalização da atividade dos pequenos produtores no Brasil, entre os quais estão os garimpeiros”, comenta.

Esse esforço pela formalização da atividade pode ser vista em Lourenço, distrito do município de Calçoene, no norte do Amapá, que vive praticamente do garimpo. A extração do ouro por lá está em fase final de legalização, coordenada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão que libera a permissão de lavra garimpeira. Para consegui-la, os trabalhadores se organizaram em cooperativas, como manda a Constituição.

“Hoje, trabalhamos com 1.200 cooperados, com base em duas portarias de lavras concedidas pelo DNPM e uma área em torno de 7 mil hectares, onde os garimpeiros estão agregados. Temos uma comunidade de quase 5 mil pessoas que dependem e sobrevivem do garimpo”, informa o presidente da Cooperativa de Lourenço, Antônio Pinto.

Termo de Ajustamento de Conduta

O Ministério Público (MP) supervisiona a extração do ouro em Lourenço e determinou algumas condicionantes para o funcionamento do garimpo por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), sobretudo quanto a questões ambientais e de segurança do trabalho.

Conforme Antônio Pinto, o TAC impôs a contratação de empresa terceirizada para suprir o garimpo de alguns profissionais, como engenheiro de mina, engenheiro ambiental, técnico de segurança e técnico de mina. “Agora, estamos trabalhando e cumprindo as condicionantes do MP. Está sendo muito bom para nós, porque a gente vem cumprindo as metas, apesar de os gastos serem grandes”, declara o dirigente da cooperativa.

INDÚSTRIA MINERAL | 100 avanços tecnológicos em exploração e mineração

INDÚSTRIA MINERAL | 100 avanços tecnológicos em exploração e mineração



A Manalliance, organização criada em conjunto pela Associação de Exploração Mineral de Québec, e pela Associação Mineira de Québec, publicou um e-Book (livro eletrônico) listando 100 avanços tecnológicos em exploração e mineração. Intitulado "100 Innovations in the Mining Industry", a publicação resume os avanços realizados nos últimos 10 anos no mundo inteiro e em Québec especificamente.

Os algoritmos de inversão ficaram em primeiro lugar no ranking de inovações exploratórias. De acordo com o relatório: "A geofísica é tradicionalmente utilizada para prever a posição de corpos mineralizados a partir da busca, por exemplo, de anomalias no campo magnético, no campo gravitacional ou na condutividade elétrica. Os novos algoritmos de inversão permitem a utilização de dados geofísicos de uma forma diferente. Estabelecendo primeiramente as propriedades das rochas e depois medindo as assinaturas geofísicas no campo, é possível gerar modelos tridimensionais do potencial de mineralização e o ambiente geológico do entorno. Algoritmos de inversão conduziram a muitas descobertas de depósitos de cobre e de ouro."

A equipe focou a pesquisa em: identificação de minerais, composição química e propriedades físicas diretamente no campo, detecção de depósitos em grandes profundidades, modelagem de depósitos minerais nos estágios iniciais da exploração, monitoramento em tempo real do fluxo de minério durante a fase de processamento, simulações na fase de projeto da mina, e proteção ambiental e segurança do trabalho.


(Geofísica Brasil)
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